
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Glee - Home (1x16)

quinta-feira, 22 de abril de 2010
Stargate Universe - Faith (1x13)

Stargate Universe – Faith (1x13)
Data de Exibição: 16/04/2010
Written by – Denis McGrath
Directed by – William Waring
Faith foi um dos episódios mais simpáticos da série até o momento. E embora eu saiba que esteja abusando um pouco da palavra ‘simpático’ ultimamente, foi exatamente esta a sensação que eu tive desse episódio.
Absolutamente nada aconteceu, mas foi delicioso assistir com tranqüilidade as equipes voltando a se entenderem. E o misterioso planeta no meio de um sistema solar recém criado pode significar absolutamente nada, mas também pode indicar que grandes mudanças estão para acontecer.
E embora o nome do episódio tenha sido “Faith” – Fé, a série abordou muito timidamente o tema. Sim, o tal planeta pode ter sido feito por uma raça alienígena que nada tem a ver com eles e que poderia voltar e destruí-los, mas também poderia ser uma criação especial para a tripulação da Destiny (pelos mesmos alienígenas ou, quem sabe, pela mão de um Deus? Sim, eu sei que Deus propriamente dito não foi mencionado, mas é uma suposição, não? Já que estamos falando em criação de algo totalmente do nada e fora das leis usuais...).
Seja como for, a tripulação estava necessitando desse momento para se reencontrar. Depois da cisão entre militares e civis (e da insurreição abafada pelo grupo que detém as armas da nave) uma forma de coexistência pacífica entre os grupos era mais do que urgente. E os recursos naturais da Destiny estavam se acabando, o que significa que uma descida a um planeta provedor era mais do que um luxo. Mais providencial do que a nave parar justamente diante de um planeta perfeito para suas necessidades é impossível.
Um mês se passou durante o episódio, e é claro que não vivenciamos tudo com os personagens, mas pudemos ver os indivíduos reaprendendo a conviver e isso é o que realmente importa. E a série não foi indiferente ao dilema dos personagens. Achei de muito bom tom a frieza entre Matt e Chloe, apesar do óbvio cuidado que o rapaz ainda tem por ela. Assim como foi importante mostrar o reparo da Destiny e a forma como pela primeira vez Rush trabalhou em grupo e como as coisas podem fluir melhor quando civis e militares cooperam entre si e não ficam de brigas sem sentido.
Mas o que realmente moldou o episódio foi o drama de TJ. No início ficou claro que a ‘médica’ da equipe estava passando por algum problema, mas gravidez não foi minha primeira opção, embora tenha sido a mais lógica a partir do momento que a tenente chegou ao planeta. E eu posso compreender sua decisão de ficar para trás. A Destiny é praticamente uma prisão. Alimentação ruim, socialização precária e incerteza do futuro. Não é de admirar que a tenente preferisse criar seu filho em terra firme, ao ar livre do que nos corredores frios e indiferentes da nave Ancient. Mas ainda mais compreensível é sua aquiescência às ordens de Young ao final. A jovem literalmente abriu mão de sua felicidade e de sua vontade pelo bem da população. Li em algum lugar um pensamento interessante que mencionava a festa da tripulação por estarem todos juntos mais uma vez (bom, na verdade por terem suprimentos, mas isso não vem ao caso), enquanto a lágrima silenciosa de TJ demonstrava o quanto havia custado para ela aquele passo em direção ao Coronel.
E por falar no Coronel Young, ele pode ter melhorado sua atitude nesse episódio, mas perdeu totalmente a minha confiança. É engraçado como um dia eu já torci por ele e TJ, mas hoje tudo o que sinto ao olhá-lo é desprezo. A tenente merece homem melhor ao seu lado para criar seu filho.
No fim Faith não fez absolutamente nada, nem ao menos discutiu a fé de forma corajosa, mas estabeleceu o equilíbrio que a tripulação precisava para continuar e não se matar na primeira oportunidade. E mais importante do que qualquer coisa, me fez satisfeita enquanto assistia.quarta-feira, 14 de abril de 2010
Stargate Universe - Divided (1x12)

Stargate Universe – Divided (1x12)
Data de Exibição: 09/04/2010
Written by: Joseph Mallozzi & Paul Mullie
Directed by: Felix Enrique Alcala
Divided foi um episódio que fez jus ao nome. Eu mesma fiquei extremamente confusa em relação aos meus sentidos. Achei um dos melhores episódios da série até agora ao mesmo tempo em que senti uma raiva tão grande enquanto assistia, que quase desliguei o computador e desisti no meio. E embora tenha ido até o final, terminei Divided xingando todo personagem da série (ou pelo menos, todos os militares).
O roteiro eu achei bastante inteligente e consistente com o rumo dos acontecimentos. E finalmente pude sentir orgulho de Chloe na série (e achei aquelas cenas no início as melhores do episódio inteiro). Eu sei que são poucos os que concordam comigo e pelo que eu li em praticamente todo lugar, minha voz é um mero sussurro na multidão dos que enxergaram o episódio de outra forma, mas a verdade é que eu consigo me identificar profundamente com os civis que integram a tripulação da Destiny.
É estranho para mim reagir de forma tão passional às atitudes dos militares da nave, já que eu sou usualmente fã das forças armadas e de suas regras e hierarquias (mas não se enganem, não sou a favor de guerra alguma). Mas ao contrário das outras séries da franquia Stargate, onde o controle era militar, as operações eram completamente militares e poucos civis interferiam (e quando o faziam não era sob o controle hierárquico rígido, mas sim a um tipo de interação que mais se aproxima de uma empresa), na Destiny o que ocorre é uma ditadura. E para piorar a cadeia de comando cheira mal. Young é fraco e é desestruturado para o comando, Scott é idealista e Greer é irreverente e acha que a ação vem antes da razão. Os cientistas civis não tem voz ativa. Eles são simplesmente comandados e se não obedecerem são subjugados pela tripulação armada.
Eu entendo que os cientistas faziam parte do grupo de pesquisa enviado ao planeta para descobrir como operar o nono Chevron e que eram subordinados aos militares, mas é bem diferente você fazer parte de um grupo de pesquisa, e você estar exilado em uma nave em uma parte desconhecida do universo recebendo ordens sobre absolutamente tudo de um grupo militar que não te ouve (embora queira fazer de conta que ouve) e que quando você discorda te colocam contra a parede com a arma apontada para você.
Esse clima de insatisfação vem crescendo há um bom tempo, mas a situação de Young e Rush foi o clímax. Acredito que mesmo aqueles que não gostavam do cientista acabaram aderindo à sua causa, não por confiarem nele, mas por confiarem ainda menos em um Comandante que joga um membro da tripulação em um planeta para morrer, somente por não saber como lidar com ele.
E é aí que entra o meu orgulho por Chloe. A garota esteve sob o fio da espada, foi capturada e só voltou porque Rush a salvou. Se dependesse de Young ela teria morrido no ataque que ele desferiu contra a nave alienígena (aquele ataque que eu creio com todas as minhas forças que ele apenas insistiu porque temia a volta de Rush). Então Chloe agiu conforme a sua consciência. Não se importou em ferir os sentimentos do namorado ou mesmo de Eli (as duas pessoas que mais gosta e respeita naquela nave), mas posicionou-se do lado que acreditava estar correto.
Minha opinião? O Comando da Tripulação deveria estar na mão de um triunvirato ou de um líder civil. Eles são os cientistas, são eles quem pode entender como a Destiny funciona ou como levá-los de volta para casa ou para um planeta onde possam sobreviver. Enquanto isso, a segurança ficaria a cargo dos militares. Quando fosse uma missão em terra, a hierarquia militar teria a precedência. Quando estivessem em situação de ataque inimigo, o comando militar assumiria, como o é em uma guerra. Mas sempre respondendo aos civis, afinal, aquela ali não é uma nave de guerra, mas uma nave de exploração.
Entretanto, é claro que minha opinião pouco importa para os produtores da série, e lá foram os militares se aproveitar do buraco no casco deixado pelos alienígenas azuis e retomar o comando da nave. E pior, Young teria os matado todos com sua sede por dar alguns tirinhos no espaço. Se não fosse por Rush insistir nos escudos, era uma vez a tripulação da Destiny.
E por falar em Rush, fiquei com pena dele com o localizador implantado próximo ao seu coração. Meio providencial a médica para fazer a cirurgia, mas tudo bem, eu relevo.
Pergunto-me agora como ficarão as coisas daqui para frente. O clima não estará bom entre civis e militares e não posso dizer que seja por culpa dos amotinados. E sinceramente não creio que esta foi a última vez que ouvimos falar dos alienígenas azuis.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Stargate Universe - Space (1x11)

Stargate Universe - Space (1x11)
Data de Exibição: 02/04/2010
Exatamente quatro meses após o seu último episódio, Stargate Universe volta à TV. E embora eu seja uma defensora ardorosa da série e fique vidrada todo santo episódio, não posso negar que não senti a menor falta nesses quatro meses de hiato. Isso é preocupante. Se nem uma fã como eu, que não perde um episódio por nada e que faz campanha pró SGU para todo mundo, não senti diferença entre ter a série no ar ou não, imaginem para os que assistem mais por obrigação ou em lembrança às outras séries da franquia!
Talvez o grande problema seja a falta de identificação com os personagens. E isso é curioso, já que SGU é a primeira das séries Stargate que tem um enfoque principal nas pessoas e não nas viagens off-world. Mas é a pura verdade, enquanto em SG1 ou em SGA nós sentíamos empatia pelos personagens e os tínhamos quase como da família (e, portanto, sentíamos falta quando não estavam semanalmente na nossa TV), em Universe tanto faz como tanto fez aquele bando de gente preso na Destiny. É claro que gostamos dos coitados exilados no espaço (eu realmente adoro o Rush e o Eli), mas alguém aí sentiria falta de verdade de algum deles saísse da série? Eu sei que eu não.
Mas falta de saudades à parte, o que importa é que Universe voltou do hiato com um dos episódios mais movimentados de sua história. Tudo bem, tiveram seus defeitinhos aqui e acolá, mas falaremos disso mais tarde. Por ora, vamos nos deleitar na primeira batalha espacial da série. E quem se importa se os efeitos especiais estavam primários? É um mero detalhe. O legal mesmo foi ver o povo encontrando outra raça alienígena e partindo para o ataque...ou melhor, para a defesa. Até ignoramos o óbvio (não teria como Scott e Greer baterem de frente com os caças inimigos com aquele transportador lento e grande) em prol da alegria de sabermos que a Destiny enfim saiu do marasmo e enfrentou alguma emoção.
A boa notícia é que, a despeito dos efeitos sofríveis na batalha espacial, os utilizados na raça alienígena foram muito bons. É bem verdade que eles só estavam usando aquela roupinha de borracha preta em prol dos momentos que os humanos apareceriam na nave inimiga, mas isso é o de menos. O importante aqui foi vermos outra raça, que obviamente não fala o nosso idioma (e isso eu achei particularmente legal) e tampouco tem conhecimento de quem somos nós. Aliás, acredito que agora saibam um pouquinho mais, já que reviraram a mente do Rush e mesmo da Chloe.
Entretanto, não há dúvidas de que os alienígenas estão atrás da Destiny. E não é de hoje. Se é que alguém ainda se lembra, lá no início da série nós vimos uma pequena nave decolando da Destiny sem qualquer explicação. Pois é, eis nossa explicação. Os homenzinhos azuis estavam de olho na nave Ancient há um bom tempo, e a atitude desmedida do Coronel Young ao deixar Rush para trás, foi a brecha que os azulzinhos precisavam.
E por falar no Young, eu cheguei ao ponto onde passei a odiar o Coronel. Até agora eu estava em uma zona meio cinzenta, não gostava nem desgostava. Ele sempre me pareceu fraco para o comando, ainda mais em uma operação importante como esta em que eles estão, mas eu enxergava certa humanidade no personagem (mais pela sombra de relacionamento que ele teve com TJ e pela confiança de O’Neal no Coronel). Space destruiu completamente qualquer respeito que eu pudesse ter por ele e tudo que ele recebe de mim no momento é o meu desprezo.
Não foi apenas deixar Rush para morrer, mas todo o autoritarismo inconseqüente dele, as conversas prepotentes e arrogantes com Wray (e aqui abro um parêntese para dizer que Ming Na está perfeita na série, apesar da personagem odiável na maioria das vezes) e por fim o ataque à nave inimiga.
Peço desculpas aos que acreditam piamente que o Coronel estava apenas atirando para salvar a tripulação da Destiny, ou mesmo que era uma forma de desviar a atenção dos azuis para que Rush pudesse escapar, mas para mim, o que o Coronel estava realmente fazendo era apagar os traços da sua própria covardia. Ele estava disposto a matar Chloe se com isso conseguisse eliminar Rush de vez e não deixar ninguém descobrir que ele o havia abandonado no planeta propositalmente.
E eis aqui duas das coisas que mais me incomodaram nesse episódio: a captura de Chloe e o retorno tão rápido de Rush. É claro que eu queria Rush de volta, mas teria sido muito mais interessante deixá-lo longe por mais alguns episódios. Daria um ar de expectativa muito maior. Mas não, assim como destruíram em tempo recorde todo o clima angustiante que construíram no episódio Time (1x08), os produtores não souberam aproveitar a oportunidade que criaram em Justice (1x10).
Agora Rush está de volta, mais traiçoeiro e vingativo que nunca e vai fazer de tudo para desacreditar o Coronel. (alguém aí se arrisca a dizer se Eli mostrou o vídeo para Young por voltar a acreditar nele ou se vem gravando as conversas da tripulação a mando do Coronel?)
O outro ponto, como eu mencionei, foi a captura de Chloe. Não que eu tenha me incomodado com ela zanzando pela nave em pleno ataque inimigo (na verdade, acredito que ela não tenha se dado conta de que estavam sendo atacados até ser tarde demais), mas precisava mesmo ser ela a ser levada? Já não basta ser a civil bonitinha que divide a cama com o oficial mais bonito da tripulação, ainda tem que fazer dela a donzela em perigo? É reduzir demais a personagem. É torná-la ainda mais inútil do que já é.
Definitivamente está na hora desses roteiristas começarem a escrever boas cenas para a Chloe, porque só de um rostinho bonito não vive uma personagem.
E eles podem fazer quando querem. Esse episódio foi a prova de que podem entremear cenas de ação com desenvolvimento psicológico e, o mais importante, com participação mais efetiva e de qualidade de maior parte do elenco. É só lapidarem a jóia bruta que tem nas mãos, apararem a aresta e as coisas começarão a andar.
Só faço mais um pedido antes de acabar: não fiquem matando/incapacitando personagem a torto e a direito. A Destiny não tem uma tripulação tão grande assim para a série se dar ao luxo de eliminar gente como se fossem baratas.