domingo, 4 de outubro de 2009

Stargate Universe - Air 1&2



Stargate Universe - Air Part 1 e Part 2 (1x01 e 1x02)
Data de Exibição: 10/02/2009
Direção: Andy Mikita



Quando soube que fariam Stargate Universe, fiquei com o coração dividido. Sou fã de Stargate desde o filme de 1994 (como boa parte dos fãs, diga-se de passagem), então ter uma nova série depois do baque que foi o cancelamento de SG1 e Atlantis só podia ser uma boa notícia. Mas quando começou a escalação de atores, a sinopse de Universe e algumas outras notícias, confesso que boa parte da minha empolgação foi pelo ralo. Todo mundo parecia muito novo (o que no fundo é tolice, pois apenas parte do elenco é jovem, e mesmo eles estão em idade militar de acordo com os seus postos) e a premissa da série era completamente diferente da franquia até então. Mesmo assim eu fui conferir a premiere, porque sou teimosa e arraigada aos hábitos.

Não me arrependi. Nem um pouquinho que seja. Achei muito bem feito os dois episódios que deram início à nova série e os personagens não estão ali à toa, simplesmente jogados na tela. E é claro, o elenco se provou muito bom, em especial Robert Carlyle, que todo mundo sabe que é um grande ator, mas nunca é demais elogiar. E ainda tivemos um bônus, que foi a presença do General O’Neill, da Coronel Carter e de Daniel Jackson. Se para os novos fãs a presença dos três não trouxe nenhuma bagagem (o que é bom), para nós que acompanhamos a franquia há décadas, serviu como conexão às séries que amamos e uma lembrança de que tudo pode estar diferente, mas ainda é Stargate.

Entretanto a premiere não foi livre de falhas. A maior delas foi a própria batalha contra a Lucian Alliance. Uma nave do calibre da George Hammond teria destroçado o inimigo e não deixado a base no planeta ser destruída daquela forma. Mas todo mundo sabe que a destruição foi só o mote inicial para que o povo todo passasse pelo Stargate. Poderiam ter feito melhor, mas qual série é livre de falhas? A própria franquia está lotada de errinhos aqui e acolá.

Achei interessante dividirem o início de SGU em três episódios (os dois primeiros foram ao ar no mesmo dia o próximo irá ao ar na semana que vem). A série tem um ritmo diferente das outras da franquia, mas isso não é algo negativo, muito pelo contrário. Dar mais espaço para trabalhar o lado emocional da tripulação (coisa que SG1 e mesmo Atlantis só se aventuraram mais tarde) foi para mim uma decisão acertada. Universe está procurando a sua própria identidade. É claro que semelhanças terão com as duas séries anteriores, mesmo acontecimentos parecidos, mas ninguém quer uma cópia. Como já ouvi dizerem, se quisesse uma cópia, melhor seria pegar os DVDs e assistir o original.

E quem esperava que o personagem principal fosse um sujeito odiado praticamente por todo mundo na série? Dr. Rush é taciturno, fixado no trabalho, de poucos amigos e que demonstra se importar pouco com as pessoas ao seu redor, embora eu tenha a sensação de que é bem ao contrário disso. Mas não dá para negar que toda a confusão na qual eles estão metidos é culpa dele, afinal, foi sua a decisão de discar o nono chevron e atravessar o portal ao invés de discar para a Terra (embora sua desculpa seja procedente, afinal, ninguém iria querer ver a Terra explodindo juntamente com o planeta onde estava o stargate, não?).

Stargate Universe também inovou ao trazer uma cena de sexo, falta de companheirismo entre os membros da tripulação e um clima bem mais dark do que as outras séries da franquia. Eu tinha a sensação de estar assistindo um filme de terror sci-fi e não exatamente um episódio de Stargate. E isso é o que mais me chamou a atenção. Embora eu ficasse esperando um inimigo (alienígena ou sei lá o que) aparecer em cada canto da Destiny (a nave, só para lembrar), como em todo bom suspense sci-fi, nada disso aconteceu. Aliás, nem sei se acontecerá! Tenho a impressão de que SGU não é sobre inimigos em outras galáxias, mas sim sobre a sobrevivência de um grupo bem humano, tentando se achar em um local desconhecido.

Falando assim até parece Battlestar Galactica, mas não é bem isso que a série demonstra. Posso estar enganada, mas o que parece é que Universe enfocará as visitas aos planetas (afinal, eles precisam sobreviver de alguma forma) e como a tripulação lidará com essa necessidade de se adaptar. O engraçado é que era mais ou menos isso que eu esperava de Atlantis no início, mas por culpa dos wraith a série tomou outro rumo e a exploração foi substituída pela guerra. Não sei bem até onde a simples exploração conseguiria manter uma série interessante, mas partirem para um inimigo e uma guerra em outra galáxia (muito, muito distante...) seria simplesmente copiar SG1 e Atlantis e não é isso que eu quero e pelo que eu percebi, nem o que quer a produção de SGU.

Fiquei apenas com uma dúvida: Lou Diamond Phillips está no elenco da série ou só fez aquela participação especial (e bem especial, porque foi nanica)?
Agora, só as semanas nos dirão se a série valerá mesmo a pena e se dará continuidade a essa premiere primorosa. Eu espero que sim.

Dollhouse 2x02 - Instinct


Dollhouse – Instinct (2x02)
Data de Exibição: 02/10/2009


Estranho. Foi a primeira palavra que veio à minha mente enquanto assistia o episódio. E de fato Instinct não foi nem bom nem ruim, foi estranho. Até os ossos. Já o início foi meio surreal, com aquela conversa de Topher e de Ballard sobre a mudança do ativo a nível glandular. E na verdade não foi nem o assunto da conversa que era bizarro, era a forma como ela foi conduzida e filmada. A voz de Topher estava algumas oitavas acima do seu normal e Ballard parecia meio abestalhado. Estranho.

E para minha surpresa, o segundo episódio da temporada foi exatamente o que todo mundo implorou para não ter novamente: um episódio focado em outra impressão da Echo. Esse povo não aprende com os próprios erros? E parece que a interpretação aceitável de Eliza na premiere foi golpe de sorte mesmo. E não pensem que a critico com prazer. Sempre fui fã de Eliza e o principal motivo de eu querer assistir Dollhouse era justamente a presença dela. Mas não sou cega, a limitação da garota como atriz ficou evidente logo de início, por isso nem dá mais graça falar sobre o assunto (mesmo assim eu falei, eu sei). Embora, admito, amei vê-la gritando desesperada pela perda do bebê.

E, no fundo, achei legal o caso em si. Senti pena do pai. Sentimentos são difíceis de controlar, e eu compreendo como deve ser difícil para ele saber que deve amar o filho que tanto quis, mas não conseguir por culpá-lo pela morte da mulher que amava. Pode até ser meio doentio contratar uma doll para ocupar o lugar da mão do bebê, mas seria pior do que colocar o garoto para adoção? Mas será que ele não pensou que mais cedo ou mais tarde ela teria que partir? E então, como ficaria o bebê? E como ele explicava para os amigos a presença de outra mulher? E como explicaria para o filho que o garoto teve duas mães? E mais importante, quanto tempo Echo ficaria sem ser chamada para outro trabalho?

Achei meio estranho o desespero de Emily/Echo ao ouvir a conversa do ‘marido’. Tudo bem estranhar e até desconfiar, mas acreditar que ele queria matá-la só porque ouviu parte de uma conversa não é um pouco demais? Não podemos esquecer que estamos falando do marido dela, do homem que ela amava. Era de se esperar alguma reação, é claro, mas não aquele desespero enlouquecido.

A questão é como ficará Echo agora que tem esse sentimento de perda dentro dela? Como deve ser para ela lidar com essas emoções todas? Por que elas só aparecem quando ela está ‘limpa’ e não quando está com alguma personalidade impressa (salvo alguns erros aqui e acolá)?

Entretanto, confesso, o que eu mais gostei no episódio inteiro foi de Madeline. E não é apenas por eu adorar Miracle Laurie desde o instante que Mellie apareceu na série. Não, foram as coisas que Madeline falou e a sua atitude, bem como as cenas em que esteve, que me chamaram a atenção. E foi interessante observar a reação de Paul ao revê-la, ao ouvi-la falando de como foi bom esquecer tudo. Para ela a única coisa que realmente importa é esquecer a dor que sentia pela morte da filha. Para Paul, o que importa é que ela esqueceu o sentimento profundo que sentia por ele. E a conversa com dois mostrou um contraponto interessante com as experiências que Echo vem tendo. Madeline ansiava por esquecer, mas Echo, embora sofra com todas as lembranças e sensações, prefere mantê-las consigo. A diferença é que no caso de uma, quem está fazendo as escolhas é a dona daquele corpo, e no caso de outra, não. É a casca vazia que assumiu sua própria personalidade.

Mas o que quero saber mesmo é o motivo para Joss ter introduzido Madeline na segunda temporada. Eu não reclamo, pois como disse, adoro Miracle Laurie, mas estou com a pulga atrás da orelha. Coisa boa não vai sair dessa cartola.

Outro personagem que me faz pensar é o Senador. Perrin parece cada vez mais próximo de desmascarar a Rossum, inclusive vem recebendo ajuda de alguém. A pergunta é de quem? Por qual motivo? E a dúvida persiste: será que ao levar a sujeira da Dollhouse a público, não acabará trazendo o próprio fim da humanidade? O que faria o Governo com uma tecnologia dessas à mão?

E por último, mas não menos importante, cadê Boyd? Onde está o laço de confiança que ele e Echo tinham? Porque ela confiava nele e ele a defendia com unhas e dentes. Eu sei que agora ele não é mais o seu handler e ela tem Ballard e tal, mas alguém acredita que ele deixaria Echo sem sua supervisão em um caso como esse? Onde ela foge enlouquecida e confusa? E mais importante, que ela escolheria confiar mais em Ballard quando já havia dado provas de que bem no fundo confiava mais em Boyd? Desculpem, simplesmente não consigo engolir essa mudança súbita.

Dollhouse 2x01 - Vows


Dollhouse – Vows (2x01)
Data de Exibição: 25/09/2009
Eu não tinha planos de escrever review de Dollhouse aqui no blog, mas me comprometi a escrever para o Guia_de_Seriados e, já que o texto será feito mesmo, nada mais justo do que postá-lo aqui.
Pra começar, um episódio logo depois do outro, porque escrevi a toque de caixa.
*****

Depois de uma primeira temporada cheia de altos e baixos e com um final absurdamente fantástico (e nem estou falando de Epitaph One, que foi ainda mais extraordinário), Dollhouse retornou às nossas vidas. E para minha extrema alegria, voltou melhor. Contra todo o bom senso eu consegui gostar da série apesar dos problemas óbvios e que todos já estão carecas de saber, então não tinha muitas dúvidas de que iria gostar da estréia da segunda temporada. Mas nem todos tinham a mesma confiança (ou seria melhor dizer, mesma esperança?) que eu.

Epitaph One, o episódio que nunca foi ao ar, revolucionou a história da série. Explicou algumas coisas, nos fez olhar para o futuro e entendermos o que estamos assistindo agora, e mais importante, fez com que ansiássemos por esses acontecimentos apocalípticos. Ao mesmo tempo nos deixou bem mais exigentes. Ninguém, e aqui incluo a mim mesma, aceitaria o velho esquema de ‘trabalho da semana’. Mas também não teriam como pular às cegas para o futuro, sem nos mostrar como a destruição da humanidade aconteceu.

Assim, Vows chegou às nossas televisões (ou mais precisamente aos nossos computadores) precisando preencher expectativas imensas e, sinceramente, eu gostei do que vi. O episódio aparentemente ignora Epitaph One, mas nós sabemos que não é bem assim. Ninguém mais consegue olhar para a Dollhouse da mesma maneira. Cada atitude que um personagem toma nos faz lembrar como será o futuro. Olhamos para a Dra. Saunders conversando com Boyd e não conseguimos esquecer a importância que um terá para o outro, olhamos para Topher e lembramos o seu colapso mental, olhamos para Echo e lembramos que Ballard será o seu handler. Mesmo assim, o que temos diante de nós é um episódio que se passa pouco tempo depois da confusão com Alpha. E se Epitaph One mudou tudo para nós, a presença de Alpha mudou tudo para os personagens de Dollhouse.

Echo continua sendo o ativo número um da Dollhouse, mas ela definitivamente não é mais a mesma. Embora todas as 39 personalidades impressas por Alpha tenham sido deletadas de sua mente, descobrimos que as coisas não são bem assim. Ela não apenas tem um surto no meio de um trabalho, como no final conscientemente une forças ao agente Ballard e admite ter lembrança de cada personalidade dentro dela. O curioso é que apesar de tudo, Echo continua sendo Echo, e não Caroline. Não que eu me importe...acho Caroline a mais chata de todas as personalidades da garota, mesmo sendo a original.

Entretanto essa premiere pecou em um ponto: manter o caso/impressão da semana. E aqui eu abro um parêntese, porque eu, confesso, gostei do caso desse episódio. Achei delicioso ver Echo casada com o bandido. Adorei as cenas dos dois juntos. Foi muito bom rever Jamie Bamber (e com o seu sotaque original!!) e no fundo eu estava torcendo por ele o tempo todo, porque eu gostei bem mais de vê-lo em tela com Eliza, do que Tahmon como o chato do Ballard. Porque venhamos e convenhamos, o ponto baixo do episódio sempre é Echo/Caroline e Ballard.
Mas como eu disse, dessa vez eu gostei do caso e até gostei da atuação da Eliza. Ou ela deu uma melhorada entre uma temporada e outra, ou foi um golpe de sorte mesmo.

Entretanto, se eu gostei do caso, não foi assim com a maioria dos fãs, eu sei. Minha sugestão é a de que os ‘trabalhos’ sejam apenas superficiais, mal aparecendo. Nós sabemos que é isso que eles fazem na Dollhouse, é legal vermos as diferentes personalidades de quando em quando, mas no fundo ninguém quer ver Echo lidando com um caso diferente a cada sexta-feira. O que nós queremos saber é como será essa briga do Senador Daniel Perrin com a Rossum. Queremos entender como Caroline se tornará um ícone para a humanidade, estamos curiosos com as confusões morais que surgem por conta do trabalho executado pela Dollhouse. E é claro, queremos mais tempo de Amy Acker em tela.

Uma pena que Amy só tenha assinado contrato para três episódios. Mas pelo menos, Joss garantiu que serão três episódios bombásticos, com cenas realmente relevantes. E se forem como na premiere, eu fico satisfeita. Porque Eliza Dushku pode ser o principal nome do elenco, mas é Amy Acker quem conquistou os fãs, e é a história de Whiskey na qual todos estão interessados. E doeu meu coração ver a infelicidade da garota. A forma como odeia Topher (que eu adoro), como odeia o que é e ao mesmo tempo como não tem coragem de abandonar a impressão, porque seria como morrer.

E os pontos estão se ligando na série. Echo consciente, Ballard seu handler, Whiskey e Boyd criando vínculos, Topher percebendo as conseqüências de seu trabalho, o Senador se encaminhando para desmascarar (leia-se levar a publico e dar talvez o pontapé que iniciará o fim) o que faz a Dollhouse...

Não, não dá para ignorar Epitaph One. Toda a série rescende a esse episódio. Resta saber se Joss conseguirá contar sua história em uma temporada, pois os índices de audiência gritam um cancelamento, infelizmente.

domingo, 20 de setembro de 2009

Onde foi parar o meu salário...


Que eu adoro ler todo mundo sabe. Que eu sou extremamente pão-dura também. Mas de quando em vez eu também faço minhas loucuras. Esse último mês foi a minha vez de fazê-la. Simplesmente não resisti e ao longo do mês acabei comprando 12, DOZE livros.

Resta saber quando terei tempo de ler tudo isso...
Alguns não tinha como não comprar. Entrei por acaso na Catarinense e os livros estavam com 50% de desconto. O que me faz perguntar o quanto eles ganham em cima de cada livro. É uma vergonha os livros serem assim tão caros aqui no Brasil. O pior é que nem sebos se salvam. No mesmo dia que comprei um desses livros em promoção por R$ 22,00 passei por um sebo e vi o mesmo exemplar por R$ 20,00. Dá para acreditar? E tem livros por R$ 38,00 até mais do que isso em sebos.
Qual a razão de ser de um sebo se eles cobram quase o mesmo que uma livraria?
O que me doeu foi que enquanto paguei R$ 30,00 por um dos pocked da Charlaine Harris por aqui, paguei apenas R$ 16,00 quando fui para São Paulo. Pelo preço de um comprei dois. É muita discrepância...
E finalmente comecei a ler Let the Right One In. Ainda estou relativamente no começo, mas percebe-se que o filme é bem fiel ao livro, embora atenuem algumas informações. Mas no fundo acho que certas coisas funcionam muito bem em um livro, mas seriam cruas demais para um filme. Acabariam estragando boa parte da beleza da coisa toda.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Deixe Ela Entrar - Let The Right One In


Em uma época em que vampiros estão na moda, em especial os saídos de adaptações literárias (True Blood, Crepúsculo, e mais recentemente Vampire Diaries ou mesmo as adaptações de quadrinhos, como 30 Dias de Noite), Deixe Ela Entrar – Låt den rätte komma in no original ou como é mais conhecido, Let The Right One In –surpreende pela inovação. Não é um filme de terror, embora tenha sua dose (quase homeopática) de sangue. Ele se preocupa muito mais em explorar o interior de seus personagens, o que os motiva e como lidam com as agruras do dia a dia do que com o medo que surge em alguém ao se deparar com um ser que vive da morte alheia.

Embora ainda não tenha lido o livro que deu origem à filmagem sueca, ficou perceptível que o filme dá pinceladas em assuntos que com certeza são melhores explorados na obra literária. Alcoolismo, pedofilia, preconceito, bullying, psicopatia, nada é deixado de lado, apesar de não ser o enfoque principal.

O próprio tema de Deixe Ela Entrar é um tantinho diferente dos filmes de vampiro usuais. Trata do surgimento de uma relação intensa e de sentimentos verdadeiros entre o garoto Oskar (Kåre Hedebrant), profundamente marcado por abusos constantes de seus colegas de escola, a ponto de sonhar em secreto matá-los, e Eli (Lina Leandersson) a nova moradora do apartamento ao lado, que não é uma criança como outra qualquer.

E é neste momento que a falta de um substantivo comum de dois gêneros em português para designar um adolescente faz-se sentir. Embora no livro seja explicitado em certo ponto, o filme propositalmente não deixa claro se Eli é homem ou mulher. Apesar da tendência feminina da personagem, e de ser interpretada por uma atriz (fantástica), Lina proporcionou a Eli uma androginia bem pensada, assim como a própria personagem que aparenta ser mulher, mas afirma por duas vezes não o ser. E nem menciono a idade. Eli diz ter 12 anos...há muito, muito tempo.
Com um ritmo lento e bem estruturado, uma direção consistente e atuações bem acima da média, Deixe Ela Entrar é um sopro de ar fresco em um gênero que prima pelos desastres constantes. E a estranheza de ver um filme falado em sueco é um atrativo a mais nessa obra onde o próprio clima, que alterna entre o branco profundo dos dias de inverno e a escuridão gelada da noite, é um personagem por si só.

Resta saber se o filme virá para o grande público brasileiro ou passará somente nos circuitos alternativos, o que seria uma perda sem tamanho.

domingo, 13 de setembro de 2009

District 9

Quando fizeram a propaganda de District 9 para mim eu esperava um outro tipo de filme. Não tinha assistido nenhum trailer ou marketing, o que me fez assistir praticamente no escuro. E, sinceramente, o filme foi surpreendente.
Até agora não consegui definir qual o público alvo de District 9. Ele é uma mistura muito bem feita de documentário (e no primeiro terço do filme eu realmente me senti assistindo a um), ficção científica (se é que a presença de alienígenas pura e simplesmente pode ser chamado de ficção científica) e ação. Sem contar o passeio pelo lado mais negro da natureza humana.
A história é simples: uma nave alienígena encalhou há 20 anos bem em cima de Johanesburgo e seus tripulantes, todos alienígenas humanóides parecidos com camarões encontravam-se terrivelmente doentes. Foram resgatados e alojados na periferia da cidade e por 20 anos viveram e se multiplicaram entre nós. Mas como nem tudo são flores, os coitados acabaram vivendo é num grande favelão, onde imperou o crime, a violência e o caos absoluto. Até que os humanos da África do Sul não aguentaram mais e exigiram que os aliens fossem realocados. E é aí que começa o embrolho todo.
O filme por si só é uma demonstração bem crua de como somos cruéis. A forma como os alienígenas favelados são tratados é desumana. Eu nem conseguia ter raiva deles por matarem e promoverem o caos, tamanho o descaso com o qual os homens os tratavam.
Mas o que movimentou a história foi o funcionário público Wikus, que de pateta cumpridor de seus deveres se mostrou alguém digno de nota. E o que o governo fez com ele não tem perdão. Me fez pensar no que acontece às margens da sociedade sem que tenhamos conhecimento. A manipulação dos meios de comunicação, a degradação de uma pessoa por motivos escusos... O pano de fundo eram os alienígenas e um humano coitado que se viu encrencado simplesmente por cumprir o seu dever, mas poderia muito bem ser qualquer um de nossa cidade, tamanha a veracidade dos horrores mostrados em District 9.
Peter Jackson fez um excelente trabalho nesse filme, os atores estavam muito bem e até os efeitos especiais foram bem utilizados, sem exageros aparentes.
É um filme que eu recomendo, embora não assista se você tem estômago sensível ou não goste de muito tiroteio e membros espalhados para todo lado.

O início de tudo

Há um dia para tudo começar. Hoje é o dia que decidi (finalmente) iniciar um blog. A intenção é falar de séries, filmes e livros. Para minha vida já basta o live journal e o twitter. Resta saber se eu terei paciência e disciplina suficiente para fazer do blog um lugar realmente ativo. Mas se não começasse, nunca saberia. Espero que dê certo e que esse lugar possa estar aqui por muitos e muitos anos....Mica para a posteridade!