Mostrando postagens com marcador tscc. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tscc. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Adam Raised a Cain e Born to Run

Texto postado originalmente no site Teleseries (2009). É com dor no coração que eu posto mais uma vez o final desta série que me marcou profundamente:



Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódios: Adam Raised a Cain e Born to Run
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 30 (2×21) e 31 (2×22)
Data de Exibição nos EUA: 3 e 10/4/2009
Data de Exibição no Brasil: 31/5 e 7/6/2009
Emissora no Brasil: Warner

Não foi fácil escrever sobre os episódios finais de Sarah Connor Chronicles. Confesso que relutei até o último minuto para reassistir os episódios. Saber com certeza absoluta que tudo acabava ali, que daqui para frente toda e qualquer resolução estaria no campo teórico e cada fã teria sua própria versão dos fatos não ajudavou em nada na elaboração do texto.

Mas enfim eu revi o final, e embora o choque não tenha sido tão agressivo quanto o foi na primeira vez que eu assisti, a dor do fim foi muito maior. E a certeza de que a série merecia uma terceira temporada continuará comigo até o fim dos dias.

O que eu mais gostei é que eles conseguiram unir as histórias e dar um fechamento relativo para o desenvolvimento principal da série. Nenhuma ponta solta se fechou, nada foi respondido de verdade, mas sem dúvida nenhuma a narrativa da série como nós conhecíamos terminou em Born to Run. Se houvesse uma terceira temporada as coisas definitivamente não seriam as mesmas. E por isso que o final chocante serviu como encerramento da série. Ele não nos respondeu nada, muito pelo contrário, deixou-nos com ainda mais questionamentos, mas ao mesmo tempo ele deu um término para a caminhada de Sarah, John e Cameron. Agora é cada um por si e a mente dos fãs por todos.

Na reta final a série recuperou o fôlego e agradou boa parte dos fãs, mesmo os já desacreditados . Em nenhum momento eu reclamei dos rumos de Terminator no decorrer da temporada, muito pelo contrário. Eu gostei muitíssimo do desenrolar devagar, da imersão na mente problemática de Sarah e mesmo da companhia nada bem vinda de Riley e de Jessie. Mas não nego que se a série tivesse mantido o ritmo dos episódios finais durante toda a temporada, ela não estaria cancelada agora. O engraçado é que fã não sabe o que quer. Se fosse a ação alucinada apenas, os comentários sobre O Exterminador do Futuro: A Salvação seriam diferentes.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles - To The Lighthouse


Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: To The Lighthouse
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 29 (2x20)
Data de Exibição nos EUA: 27/03/2009
Data de Exibição no Brasil: 03/05/2009
Emissora no Brasil: Warner

Não fiz resenha deste episódio quando assisti em 2009 e nem sequer tenho muita inspiração no momento para escrever alguma coisa mais elaborada, mas achei que o episódio merecia pelo menos algumas palavras, principalmente por ser tão triste e revelador.

Após os eventos passados Sarah resolve mudar a família de lugar. Só que desta vez parte com John e deixa Derek e Cameron arrumando as coisas para encontrá-los depois. E, confesso, ela me pegou desprevenida ao ir procurar por Charley. Eu sinceramente não esperava por isso. Mas foi bom termos a oportunidade de rever John com o único homem que amou o suficiente para ver como um pai substituto. Na verdade, acho que a pior decisão de Sarah foi a de deixar Charley por medo da seriedade dos seus sentimentos. Muita coisa teria sido diferente na vida de todos eles se ela não tivesse se acovardado e partido.

Enquanto eu assistia ao episódio eu estava bastante irritada com Sarah e toda a sua desconfiança tanto de Derek quanto de Cameron. Sua falta de fé na exterminadora eu posso compreender (ainda mais com Cameron defeituosa), mas culpar Derek por ser humano? Por ter amado Jesse com a mesma intensidade com a qual ela amou Kyle? Eu não posso aceitar essa desconfiança de Sarah e muito menos a hipocrisia dela, de ficar falando sobre relacionamentos, a humanidade é tudo o que importa etc, e na hora H culpar alguém justamente por ser humano e reagir como uma pessoa normal.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Today is the Day (Parte 2)

Texto originalmente postado no site Teleseries (2009).





Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: Today is the Day – Parte 2
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 28 (2×19)
Data de Exibição nos EUA: 20/3/2009
Data de Exibição no Brasil: 26/4/2009
Emissora no Brasil: Warner

Faltando apenas três episódios para o final da temporada, e infelizmente da série, Terminator: The Sarah Connor Chronicles começa a responder suas questões e criar outras tantas, sendo algumas bem desconfortáveis. As principais dizem respeito a John Connor no futuro, e Cameron em qualquer tempo de sua existência.

Talvez eu não deva dizer ‘criar’ outras dúvidas, mas sim desenvolvê-las, já que elas vem pipocando desde o início, mas nunca com tanta ênfase quanto nesse episódio.

A maior delas é sobre a existência de John no futuro. O líder da resistência ainda está vivo? Kyle o conhecia pessoalmente, o mesmo vale para Derek, mas desde que ambos foram enviados para o passado, muita coisa mudou. Kyle veio de um futuro onde a resistência estava vencendo e apenas por isso a Skynet enviou um exterminador de volta no tempo. Entretanto, Derek matou Andy Goode e mudou parte desse futuro (que já havia mudado por duas vezes, com a morte de Dyson e o pulo dos Connor mais Cameron oito anos ao futuro). Jesse (a que nunca conheceu Andy) diz que as máquinas estão em todos os lugares, em todas as bases, ocupando posições de destaque. Connor é um líder quase mítico, inacessível, e tão próximo a uma exterminadora (Cameron) que ninguém mais tem certeza se ele ainda luta pelos humanos ou se sua prioridade já mudou. Isso, se ele ainda estiver vivo, já que Cameron comenta friamente que falar com ela é o mesmo que falar com Connor.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Today is the Day (Parte 1)

Texto postado originalmente no site Teleseries (2009).



Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: Today is the Day
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 27 (2×18)
Data de Exibição nos EUA: 13/3/2009
Data de Exibição no Brasil: 19/4/2009
Emissora no Brasil: Warner

A primeira coisa que eu pensei quando terminou o episódio foi: será a Cameron dentro daquela caixa? Terá ela destruído a tripulação do navio e este é o motivo de Jesse ter voltado para acabar com ela?

Mas vamos às primeiras coisas primeiro.

Diante da ameaça de exposição, Sarah decidiu que é hora de mudar. E acabou descobrindo totalmente sem querer que Riley foi encontrada morta. É claro que a primeira coisa que passou pela cabeça de Sarah foi que Cameron a matou. O mesmo é o que pensa Derek quando é informado. O engraçado é que a idéia passa pela cabeça de John, mas embora o garoto tenha dúvidas, no fundo ele não acredita que tenha sido obra da ciborgue. Por isso confia em Cameron quando a exterminadora nega, e também a acoberta para que a mãe não saiba que ela vem escondendo partes do endoesqueleto dos exterminadores que derrotaram. (Inclusive, o que tanto faz Cameron durante as madrugadas para voltar machucada? Anda caçando exterminadores e eu não fui informada!?)

É claro que sua crença na exterminadora não é cem por cento, e nem poderia, já que ela mesmo admitiu que mente para ele quando necessário, mas isso não o impede de buscar inocentá-la. É por isso que vai até o necrotério para ver Riley. John pode ser muitas coisas, mas burro é uma coisa que ele não é. E nenhum ser humano seria capaz de resistir a um exterminador o suficiente a ponto de ter aqueles tipos de machucados.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Some Must Watch, While Some Must Sleep/Ourselves Alone

Texto postado originalmente no site Teleseries (2009).




Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles

Episódios: Some Must Watch, While Some Must Sleep / Ourselves Alone
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 25 (2x16) e 26 (2×17)
Data de Exibição nos EUA: 27/02/2009 e 6/3/2009
Data de Exibição no Brasil: Não passou e 11/4/2009
Emissora no Brasil: Warner

Some Must Watch, While Some Must Sleep foi o episódio de encerramento da imersão na psique de Sarah que temos acompanhado há algum tempo, e prato cheio para os adoradores dos episódios centrados na mamãe Connor.

Sarah finalmente conseguiu lidar com seus traumas e principalmente venceu a dor de matar alguém. O mais interessante é que Winston não havia morrido com o tiro lá na fábrica. Não, o infeliz voltou para atormentar Sarah e ela não teve piedade. Toda a autocomiseração que sentiu nos últimos episódios foi resolvida e Sarah decidiu crua e secamente matar seu algoz.

Também tivemos a oportunidade de enxergarmos um pouco mais os medos que corroem a imaginação de Sarah, e entre os maiores deles está a proximidade de John e Cameron. Uma pena que as cenas entre o garoto e a máquina tenham sido provenientes da mente de Sarah. Embora ela conheça bastante bem o filho e não é do nada que tenha essa angústia no que concerne à exterminadora.

Outra coisa interessante é que não importa o que esteja acontecendo, Sarah sempre culpa a Skynet. Seu medo chega a ser obsessivo e beira a paranoia. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Desert Cantos

Texto original postado no site Teleséries (2009).




Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: Desert Cantos
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 24 (2×15)
Data de Exibição nos EUA: 20/2/2009
Data de Exibição no Brasil: 29/3/2009
Emissora no Brasil: Warner

Desert Cantos foi mais um episódio de reflexão, e definitivamente não foi ruim (na verdade, foi muito bom), embora eu não reclamaria se tivesse um pouquinho mais de agitação aqui e acolá.

Depois da explosão da fábrica e da experiência de Sarah tentando extrair a bala de sua perna, o grupo decide investigar os familiares dos trabalhadores que morreram.

Embora eu tenha gostado das investigações, é um pouco forçado que Sarah e John tenham escolhido as pessoas certas para conseguir informação logo de primeira. Sim, pois apesar da escolha de Sarah ter sido mais ou menos natural, a de John foi com certeza uma ajudinha descarada do roteiro. Em que outra situação uma garota adolescente sentada em um banco acabaria levando o futuro salvador da humanidade à informação exata que ele precisava?

Sarah esteve apática o episódio inteiro, mas dá para entender. Nós temos a tendência de esquecermos esse fato, mas até Earthlings Welcome Here Sarah nunca havia matado alguém. A primeira vez que assisti esse episódio pensei que ela olhava insistentemente para a foto de Winston por lembrar do tiro que ele lhe deu, mas não. Depois de refletir, percebi que ela não conseguia deixar para lá o tal homem, não porque ele a tivesse atacado, mas sim porque ela não esquecia o fato de que foi a responsável pela morte dele. E ficou ainda pior depois de conhecer a esposa inocente do suposto segurança.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – The Good Wound

Texto postado originalmente no site Teleséries (2009).




Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: The Good Wound
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 23 (2×14)
Data de Exibição nos EUA: 13/2/2009
Data de Exibição no Brasil: 22/3/2009
Emissora no Brasil: Warner


Estou ciente do alto índice de rejeição dos fãs a este episódio, mas eu o amei, total e completamente (Edit: e quando o revi agora, em 2011, continuei amando tanto quanto das primeiras vezes que eu o vi). Quando passou originalmente nos Estados Unidos esse episódio foi o primeiro depois do hiato do final do ano. E no trailer, que foi fantástico, diga-se de passagem, aparecia a cena do Kyle dando a mão para a Sarah e ajudando-a a se erguer entre outras cenas de ação (Edit: e teve ainda outro trailer, tão interessante quanto). Então imaginem como eu me senti esperando mais de dois meses pelo episódio. Estava quase com uma úlcera. Pensava em mil e um motivos para o Kyle ter aparecido. Visão? Um futuro alternativo? Alguma outra cena em que a Sarah não estivesse envolvida? Ele foi mandado para o passado mais de uma vez? (É, até teorias ridículas e absurdas como esta passaram pela minha cabeça). Mas no final foi algo até bem simples, mas não menos especial.

Vi muita gente reclamando desse episódio por ser mais uma vez centrado na Sarah e, pior, nas loucuras da personagem. E eu digo que não poderia discordar mais. Achei cada minutinho do episódio fantástico em todas as vezes que o assisti. Essa foi uma das poucas vezes que eu realmente simpatizei com a Sarah e pude enxergar ali a Sarah Connor e não apenas uma personagem patética interpretada pela mais patética Lena Headey. E foi incrível como ela se mostrou uma pessoa totalmente diferente quando estava perto do Reese. Ali estava a Sarah de verdade e não a mulher assustada e endurecida que o conhecimento do futuro a obrigou a ser. Ali nós vimos a mulher por quem Kyle Reese se apaixonou e que sabe ser gentil e doce ao mesmo tempo em que é forte e determinada.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Earthlings Welcome Here

Texto postado originalmente no site Teleséries (2009).



Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: Earthlings Welcome Here
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 22 (2×13)
Data de Exibição nos EUA: 15/12/2008
Data de Exibição no Brasil: 10/3/2009
Emissora no Brasil: Warner

O monólogo de Sarah está de volta! Acho que é a melhor coisa que Sarah faz na série…
Depois da breve pausa da semana passada, voltamos à Sarah e sua obsessão com os três pontos. Eu já perguntei isso uma vez, mas insisto: com tantos nomes na parede, por que Sarah insiste nos três pontos? E ela atira para todos os lados! Surgiram três pontos em algum lugar, lá está Sarah Connor investigando. E a vítima da vez são as convenções ufológicas. E ‘coincidentemente’, dentre tantas convenções, ela vai visitar justamente a que a levará diretamente para o seu objetivo, ou pelo menos é o que pareceu.

Confesso que gostei bem mais desse episódio na segunda vez que assisti do que da primeira (Edit: e mais ainda desta vez). Talvez porque tive tempo de digerir as atitudes da Sarah e sua luta constante para achar o equilíbrio entre a jovem inocente que foi e a soldado enlouquecida que chegou a abdicar do filho e a ser internada em uma instituição mental. E também porque eu sabia onde o episódio estaria me levando e isso fez alguma diferença na minha capacidade de observação.

Mais alguém ficou em dúvida se Eileen/Abraham/Allan é homem ou mulher na vida real? Juro que não sabia se era ator ou atriz, demorei um tempão até chegar a alguma conclusão (Edit: quando revi desta vez me perguntei como posso ter ficado com esta dúvida. Só que não sei se para mim é óbvio agora porque já sei, ou se sempre foi óbvio e eu é que não conseguia ver).

Entretanto, o que importa de fato dessa busca de Sarah é que as coisas parecem fazer sentido. Os três pontos podem ser apenas marcas de um pobre moribundo na parede, mas a verdade é que eles estão nos conduzindo a importantes descobertas. Alguns episódios atrás nós vimos que a triangulação do tempo é feito através de três pontos no espaço. Desta vez nos foi apresentado projetos de naves que tem em suas estruturas os três pontos arredondados bem delimitados. Unido à informação de Eileen sobre o metal desconhecido (coltan?) e super resistente, há de se imaginar que finalmente Sarah encontrou a pista correta.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Alpine Fields

Texto postado originalmente no site Teleséries (2008).



Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: Alpine Fields
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 21 (2×12)
Data de Exibição nos EUA: 8/12/2008
Data de Exibição no Brasil: 3/3/2009
Emissora no Brasil: Warner

Alpine Fields é um episódio praticamente isolado dos restantes, entretanto funciona muito bem. A história vai e volta entre passado, presente e futuro, mas o faz de forma coerente e instigante, embora não delimite uma data exata para os acontecimentos. O que se sabe é que ‘agora’ (seja lá em que ponto específico da série seja este agora) Derek está ajudando uma senhora grávida e ferida devido ao ataque de um ciborgue a dar a luz sua filha. Também sabemos que isso está acontecendo seis meses após a família da mesma mulher ter sido atacada pela primeira vez por um exterminador e ter sido resgatada por Sarah e Cameron. Quanto ao futuro, bom, fica bastante claro que as cenas no futuro, são pós retorno de Kyle ao passado. Então, sabemos mais ou menos em que pé estamos, mas não sabemos datas exatas. Mas e quem precisa? O que importa é que a história desenvolveu perfeitamente e que eu criei empatia com todo mundo ali.

Outra coisa interessante é que nesse episódio John não participou e, sinceramente, não fez a menor falta. Não porque eu não me importe com ele, mas porque realmente não havia necessidade dele para o desenvolvimento dessa história específica.

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Self Made Man

Texto postado originalmente no site Teleséries (2008).



Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: Self Made Man
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 20 (2×11)
Data de Exibição nos EUA: 1/12/2008
Data de Exibição no Brasil: 24/2/2009
Emissora no Brasil: Warner

Das séries que já assisti (e acreditem, foram e ainda são muitas), Terminator é uma das minhas preferidas.
Eu sou fã, mas não sou cega. Sei que a série tem seus defeitos, caso contrário não teria agonizado nas noites de sexta-feira e morrido prematuramente.. Apesar disso, fiquei viciada desde o primeiro dia e simplesmente não consigo deixar de amá-la. Gosto é uma coisa muito particular e principalmente sem sentido. Quantas vezes não amamos algo ou alguém justamente por seus defeitos? Por isso não me importo muito com toda a propaganda negativa: amo Terminator e provavelmente sempre irei amar.

Mas andei pensando no motivo da série não ser muito bem recebida semana após semana. Creio eu que é por ser um sci-fi de drama disfarçado de ação. Quero dizer, levando em consideração a sua origem, era de se esperar que Sarah Connor Chronicles viesse recheada de explosões, lutas, correria e, não um exterminador da semana, mas algumas situações que nos mostrasse que John tem cacife para ser o futuro líder da humanidade. Mas não foi isso o que recebemos. TSCC é sobretudo um drama que apenas ocasionalmente nos mostra alguma ação (e geralmente não muito boa).

O problema? Bom, fãs de sci-fi ação não são exatamente fãs de sci-fi drama. E fãs de dramas normais não se arriscam em séries de ficção científica. Dito isso, dá para entender melhor o motivo da série não emplacar. E Self Made Man é o típico episódio calmo e pacato, feito para analisar os personagens e que perde algumas excelentes oportunidades de colocar um recheio mais cheio de vida e agitação. Eu adorei, mas entendo se alguns torcerem seus narizes.

domingo, 20 de novembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Strange Things Happen at the One Two Point

Texto postado originalmente no site Teleséries (2008):



Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: Strange Things Happen at the One Two Point
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 19 (2×10)
Data de Exibição nos EUA: 24/11/2008
Data de Exibição no Brasil: 17/2/2009
Emissora no Brasil: Warner

Eis um episódio recheado de implicações para futuros acontecimentos. Praticamente tudo teve importância em maior ou menos escala. Mas, sinceramente, o que eu realmente gostei foi da aproximação de mãe e filho. Acho que foi a primeira vez em muito tempo que John foi o personagem que eu acreditava que ele deveria ser. Inteligente, interessado, ligado à mãe e disposto a apoiá-la, e ainda assim cuidadoso para não abrir o seu futuro/passado para os outros. Uma pena que ele não seja sempre assim.

Sarah também esteve bem neste episódio. Sua loucura e obsessão (características que já conhecíamos de Sarah desde os tempos de Terminator 2) finalmente começam a dar as caras novamente. Não sei até onde essa implicância com os três pontos a levará, mas por ora rendeu um bom episódio.

Infelizmente para ela, a tal empresa Dakara não tinha qualquer importância para o desenvolvimento da Skynet, mas não deixou de ser interessante vê-la flertando com Alex ou mesmo se arrumando de forma mais feminina. E nos deu a oportunidade de ver Cameron falando japonês e principalmente, parecendo totalmente letal em salto alto e vestido.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Mr. Ferguson is Ill Today (2x08) e Complications (2x09)

Texto postado originalmente no site Teleséries (2008):



Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódios: Mr. Ferguson is Ill Today e Complications
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 17 (2×08) e 18 (2×09)
Data de Exibição nos EUA: 10 e 17/11/2008
Data de Exibição no Brasil: 3 e 10/2/2009
Emissora no Brasil: Warner

Mr. Ferguson is Ill Today foi um episódio fantástico. Achei incrível a primeira vez que assisti e na segunda gostei tanto quanto (Edit: e continuei adorando quando revi agora dois anos depois). A narrativa diferente deu um ar especial à coisa toda e nos permitiu enxergar os acontecimentos por completo. E algumas coisas se destacaram:

- A estupidez do John. Será que esse garoto nunca irá aprender?
- Cameron seduzindo John na cama e o desespero para encontrá-lo na delegacia;
- Cromartie concluindo que o chip de Cameron foi danificado, pois a ciborgue vem cometendo erros;
- Cromartie finalmente sendo abatido (com mais facilidade do que qualquer outro exterminador na franquia, eu deduzo, devido ao tiro inicial que danificou ligeiramente seu chip e depois os tiros concentrados na mesma região);
- Riley sendo tragada para a vida de John (será que Sarah nunca deixará o filho ter alguém?) e, pior, começando a demonstrar que não é tão alegre e desencanada como parecia inicialmente;
- John e Sarah abraçados no final. É sempre bom vê-los apoiando de verdade um ao outro;
- O papel de Ellison. Pequeno, mas crucial.

E fica a pergunta: como o fotógrafo reconheceu John, se já faz pelo menos 14 anos que os Connor saíram da cidadezinha? E John viveu ali quando ainda era uma criança. Mesmo que estivesse entrando na adolescência, nesta fase os meninos mudam muito. Ficam quase irreconhecíveis. Eu vejo as fotos do meu irmão e não seria capaz de reconhecê-lo se não vivesse com ele durante todo o processo, imagina um fotógrafo qualquer que sequer tinha um envolvimento maior com o garoto?

domingo, 13 de novembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Brothers of Nablus

Texto original postado no site Teleséries (2008).



Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: Brothers of Nablus
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 16 (2×07)
Data de Exibição nos EUA: 3/11/2008
Data de Exibição no Brasil: 16/12/2008
Emissora no Brasil: Warner

Embora eu tenha gostado bastante desse episódio, até agora eu não sei a quê ele veio (além de me fazer adorar a Cameron – e sua busca incessante pela jaqueta de couro – ainda mais). Por que Ellison foi ‘clonado’ e quase assassinado? E por que Cromartie mais uma vez o deixou viver? Não consigo enxergar sentido nesse drama entre os dois.

A prisão do ex-agente é compreensível depois da morte do pobre humano que teve as roupas roubadas, mas qual a importância desse acontecimento para a série em si? Mostrar que o tal agente que o interrogou interpreta um exterminador muito mais convincente do que Dillahunt interpreta Cromartie? Acho que não. Mas foi a única coisa que enxerguei na historinha toda. Porque apesar de eu ter gostado das conversas dele com a esposa e com Catherine, o que isso realmente acrescentou à trama? Se alguém conseguiu tirar algum sentido útil de tudo isso, por favor, compartilhe. A sensação de não enxergar a razão de ser de algo sutil é muito aflitiva (Edit: sem falar que todo mundo manda alguém para o passado a todo momento por qualquer razão. Se eles tem toda esta facilidade, porque a Skynet já não volta em massa e destrói a humanidade de uma vez por toda? Essa conveniência de mandar alguém para o passado sempre que a história exige alguma coisa me irrita profundamente).

De resto, a única trama mais importante foi Cromartie recebendo a foto de Cameron e partindo em busca de John. Gostei especialmente do momento que ele joga Jody do carro. Por outro lado, quis quebrar a televisão ao ver o (totalmente clichê) desencontro no mercado. Mas foi legal ver John apavorado com Cromartie batendo à porta de sua casa. E o sangue-frio da Riley é algo digno de nota. Inclusive, quero comentar novamente esta cena daqui há alguns episódios. Só preciso me lembrar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – The Tower is Tall But the Fall is Short

Texto postado originalmente no site Teleséries (2008).



Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: The Tower is Tall But the Fall is Short
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 15 (2×06)
Data de Exibição nos EUA: 20/10/2008
Data de Exibição no Brasil: 9/12/2008
Emissora no Brasil: Warner

The Tower is Tall But the Fall is Short foi um episódio revelador e emocionante. Não teve uma única parte que tenha me deixado cansada ou entediada. Cada segundo em tela foi importante e extremamente relevante para o desenvolvimento dos personagens e conseqüentemente dos futuros episódios.

A figura utilizada para o desenrolar dos acontecimentos no episódio foi o psiquiatra Dr. Boyd Sherman. Coincidentemente o bom doutor foi procurado por dois inimigos que ainda não se conhecem: os Connor e Catherine, cada qual por seu motivo. Os Connor querem saber porque o nome do médico está escrito em sangue na garagem da família. Já Catherine o procura na tentativa de ajudar a filha, que obviamente tem alguns problemas desde a morte do pai. 

E o mais interessante para mim foi saber que a pequena Savannah é afinal apenas uma garotinha mesmo, cuja mãe infelizmente foi ‘trocada’ por uma T1001. E Catherine pode ser a eficiência em pessoal, mas maternal ela definitivamente não é. Mas todo o esforço que ela tem feito para parecer mais humana, para se aproximar da filha e para ser aos olhos do mundo a mulher de quem ela tomou a aparência, chamou a minha atenção.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Goodbye to All That

Texto postado originalmente no site Teleséries (2008).



Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: Goodbye to All That
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 14 (2×05)
Data de Exibição nos EUA: 6/10/2008
Data de Exibição no Brasil: 2/12/2008
Emissora no Brasil: Warner

Eu gosto desse episódio por muitos motivos, mas principalmente pelo final. Sou uma fã de dramas e talvez tenha sentido tanto quanto John ouvir Derek dizer que Bedell morreu por ele, que todos eles morreriam por ele.

Foi interessante ver um (novo) exterminador vindo do futuro para eliminar Martin Bedell, um dos braços direitos de Connor. E esse sujeito, embora tenha falado apenas duas palavras, foi um exterminador muito mais legal de ver do que Garrett Dillahunt jamais o será na pele de Cromartie. É bem verdade que ele foi tão inútil quanto, mas pelo menos ele tinha todo o jeitão de uma máquina do futuro letal e assustadora que, afinal de contas, é o que quase todo mundo quer ver na série.

Desta vez a família disfuncional se dividiu em dois. Enquanto Sarah e Cameron protegiam um Martin Bedell mais jovem, John e Derek se infiltraram em uma academia militar para garantir a segurança do Bedell que será de utilidade para Connor no futuro.

domingo, 6 de novembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Allison from Palmdale

Texto postado originalmente no site Teleséries (2008)


Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: Allison from Palmdale
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 13 (2×04)
Data de Exibição nos EUA: 29/9/2008
Data de Exibição no Brasil: 25/11/2008
Emissora no Brasil: Warner

Eis um episódio que me marcou mais do que qualquer outro, pois ele me permitiu teorizar em cima da personagem que é para mim, de longe, a melhor de The Sarah Connor Chronicles: Cameron.

Novamente o episódio se divide em três histórias distintas, a de Cameron/John, a de Sarah/Kacy e de Ellison/Catherine.

Inicialmente, as tramas mais simples. Sarah leva Kacy ao hospital e Ellison tenta decidir se largaria o FBI para trabalhar para a empresária em sua busca pelos ciborgues. Catherine está obviamente manipulando Ellison, a pergunta é por que ele se deixa manipular?

As cenas de Sarah aparentemente não tiveram uma grande relevância para o desenvolvimento da história como um todo, mas eu gostei bastante. Serviu para mostrar que Sarah pode ser uma mulher normal, com uma amiga comum e, principalmente, que é muito mais do que a mãe desesperada e neurótica que demonstra ser desde o primeiro episódio. É gostoso ver um lado diferente de um personagem de vez em quando. Mostra que há vida além da neurose. Uma pena que explorem tão pouco esse lado da personagem.

Mas o que traz o diferencial para Allison from Palmdale é a terceira história.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – The Mousetrap

Review postada originalmente no site Teleséries (2008).
Nada a acrescentar. Incrível como pensei desta vez exatamente o que pensei em 2008.



Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: The Mousetrap
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 12 (2×03)
Data de Exibição nos EUA: 22/9/2008
Data de Exibição no Brasil: 18/11/2008
Emissora no Brasil: Warner

The Mousetrap é o título perfeito para este episódio. E me fez pensar que Cromartie não é burro, ele apenas é um exterminador meio azarado. Por algum motivo os seus planos nunca dão certo. E não é nem por causa da capacidade excepcional dos Connors, é falta de sorte mesmo.

Infelizmente as coisas não foram bem para Michelle após descobrir sobre o futuro que espera a humanidade. Eu nunca quis que o Charley tivesse casado. Na minha opinião ele era o parceiro que a Sarah precisava para ficar mais humana e menos aterrorizada. Infelizmente não foi esse o destino que as forças superiores quiseram para os personagens, e Dixon acabou casado e mesmo assim enrolado no destino cruel dos Connor. Mas confesso que esse nunca foi o fim que eu queria para Michelle. Ser reduzida ao queijo na ratoeira é algo que ninguém merece. E pior, morrer por um adolescente que ela sequer conhece e que no fundo não está nem aí com ela, tão preocupado em viver a sua vidinha chata de jovem revoltado chega a dar vontade de chorar de raiva.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Review: Terminator: The Sarah Connor Chronicles – Automatic for the People

Review postada originalmente no site Teleséries (2008):


Série: Terminator: The Sarah Connor Chronicles
Episódio: Automatic for the People
Temporada: 2ª
Número do Episódio: 11 (2×02)
Data de Exibição nos EUA: 15/9/2008
Data de Exibição no Brasil: 11/112008
Emissora no Brasil: Warner

O cabelo de John mudou, mas sua atitude aparentemente não. Ou talvez tenha mudado, mas não da forma que a maioria dos fãs esperava. O enfoque dado a John nesse episódio foi completamente diferente. Nada de salvador da humanidade. Um adolescente cansado do que tem vivenciado, desesperado por uma vida normal e alguém que o enxergue como um ser humano e não como alguém que tenha o futuro pré determinado.

Não sei até onde a conversa que ele teve com Cameron no início do episódio determina a atitude de John daqui para frente. O rapaz matou um homem (ou assim nos parece, já que não foi dito com todas as letras, muito pelo contrário, Derek parece acreditar que Sarah é quem deu fim ao Sarkissian) e viu a sua protetora (a quem no fundo tratava como alguém querido e muito próximo a ele) voltar-se contra ele e tentar exterminá-lo. Mesmo assim, ainda enxerguei aquela doçura típica do jovem Connor no início do episódio, mas após a crítica de Cameron dizendo que não era mais possível confiar nele por arriscar a própria vida para salvá-la, tenho a sensação de que o garoto surtou.

Creio que foi um bom momento para introduzirem Riley (incrivelmente parecida com Emilie De Ravin). John precisa de um pouco de estabilidade na vida e, embora a garota seja um pouco diferente do comum, ela parece ser uma adolescente pura e simplesmente. Ela é o símbolo da vida que John almeja. Talvez por isso ele tenha aceitado a proximidade da garota com tamanha facilidade. E eu gosto de Riley. (Edit: OMG, Die, Riley, Die!!! Como nossa forma de pensar muda com o tempo.... Não, não odeio a Riley, coitada, ela só está no meio de algo que para mim é intocável). Ela consegue ser bastante irritante em alguns momentos, fala demais e, principalmente, se intromete em tudo, mas é sincera e espontânea, e se interessou de fato por John. Não pelo salvador da raça humana, mas pelo garoto destroçado e gritando por socorro.

Eu posso soar repetitiva, mas para mim a atitude de Sarah para com o filho não poderia ser mais errada. Não é a toa que ele está se rebelando e eu creio que ainda o fará muito mais. Não é uma busca pela liberdade usual a todo adolescente. O que eu enxergo ali é um sofrimento sincero pela vida que a mãe (e agora o tio em pior escala) nunca permitiu que ele vivesse. Na ânsia de Sarah mantê-lo vivo e de Derek torná-lo o líder que Connor será um dia, eles simplesmente esqueceram que ele precisa viver antes da guerra chegar. Riley pode ser um risco à segurança de John, mas quem pode negar ao garoto um pouco de normalidade, de amizade, de juventude? Essa é a única chance que ele terá em toda a sua vida. (Edit: sem falar que, para o John do futuro ter amor pela humanidade o suficiente para defendê-la, precisa ter contato com as pessoas. Depois o povo reclama que ele se apega demais nos exterminadores que são enviados para salvá-lo...É só com eles que consegue conviver!)