quinta-feira, 17 de julho de 2014

Livro: Cat's Claw [a Calliope Reaper-Jones Novel]

Livro: Cat's Claw
Série: Calliope Reaper-Jones
Autora: Amber Benson
Editora: Ace Books
Páginas: 311

Comprei os dois primeiros livros da série Calliope Reaper-Jone em julho de 2010. O primeiro, Death's Daughter eu li em dezembro daquele ano (para o Desafio Literário de Férias) e fiz texto aqui. Minhas opiniões acerta do livro não mudaram desde então. E tampouco meus pensamentos sobre esta continuação são diferentes.

Cat's Claw eu comecei a ler apenas agora em 2014, para o Desafio Literário do Tigre do mês de maio (o tema era Bichos), mas empaquei, li outro título para o desafio e só fui dar continuidade em julho.

O livro em si não é ruim, ele apenas me cansa. Na verdade, a personagem me cansa. Calliope é imatura, arrogante, um tanto fútil, cheia de uma ironia fora de lugar, fala e pensa besteiras demais, sem falar que suas atitudes são tão absurdamente tolas que me deixavam irritada durante o livro inteiro. Todas as confusões das quais ela tinha que sair ela mesmo se colocava por não pensar, por agir por impulso e por ser tão preconceituosa com os negócios da família (o pai dela é a Morte e eles são todos imortais, embora Calliope tente viver como uma humana normal e ficar o mais afastada possível desse mundo do pós-vida). Confesso que passei mais tempo do livro xingando a personagem do que realmente me divertindo com a leitura.

O engraçado é que fui reler o que eu disse sobre o primeiro  livro da série e é basicamente o mesmo do que eu teria a dizer sobre este segundo, inclusive que eu provavelmente não sou o público alvo desta série literária, que me parece adolescente demais - não a personagem, mas sim o contexto e a forma como Calliope e os demais personagens lidam com as situações.

domingo, 13 de julho de 2014

Doctor Who - Conhecendo o 8° Doctor

Eu, assim como boa parte dos fãs atuais, conheci Doctor Who somente após a série voltar ao ar em 2005. Desde então, tenho assistido uma ou outra coisa com os Doutores antigos (tentando ver desde o início, com o Primeiro, lendo alguns livros, ouvindo alguns áudio books, áudio dramas e afins). 

Não lembro bem quando assisti ao filme de 1996 com o 8° Doutor. Foi em 2013, mas não sei se foi antes do especial de 50 anos ou depois. Só sei que o filme é bem mediano (para não dizer ruim), aquém à série como um todo e de canonicidade duvidosa (tem muita coisa ali que é contrária a tudo o que já foi dito na série). No entanto, por mais mequetrefe - e americanizada - que seja a história, o filme deixa o maior legado que os fãs poderiam esperar: Paul McGann como o Oitavo Doutor.

Até 2013 o filme havia sido a única participação televisiva do 8°. Mas, graças ao especial de 50 anos da série, nós fomos brindados com um mini episódio de pouco mais de 6 minutos mostrando a regeneração do 8° para o ... bom, para o Time Lord da guerra (John Hurt) que precede a regeneração ao 9° Doutor (Christopher Eccleston).

Para muita gente pode parecer loucura o que eu vou dizer, mas a verdade é que eu fiquei quase mais feliz com esse mini episódio especial do que com o próprio filme comemorativo dos 50 anos. Enquanto todo mundo vibrava com a volta de David Tennant e Billie Piper (eu também fiquei super feliz, deixo isso bem claro) eu pulava de alegria ao ver mais uma história com o 8° Doutor, porque um filminho só não era o suficiente e o grande público precisava saber da existência dele.

Infelizmente não achei o mini episódio com legendas, mas...vale a pena mesmo assim:


O que bagunçou a minha mente mesmo foi que o Oitavo menciona o nome de vários companions dos quais eu nunca tinha ouvido falar. E comecei a ver o povo vibrando nas redes sociais porque o mini episódio tinha tornado cânone as histórias da Big Finish com o 8°. Eu eu com cara de playmobil, pensando "histórias da Big Finish? Como assim?". Foi aí que eu descobri que, embora o 8° tenha aparecido na tv apenas em um filme e um mini episódio, ele tem toda uma vida - várias temporadas - em áudio dramas, interpretado brilhantemente pelo Paul McGann.

terça-feira, 1 de julho de 2014

É tempo de Fantasias Urbanas! Dois Livros: Night Broken (Patricia Briggs) / Dead Beat (Jim Butcher)

O mês de junho começou com a escolha de Lugar Nenhum para o Desafio Literário do Tigre. Os que vieram depois foram consequência. Autores que eu gosto em uma época que eu estava motivada para o estilo. E foi assim que eu acabei lendo quatro fantasias urbanas em junho.
Como Lugar Nenhum eu já comentei por aqui, resta falar sobre o 8° livro da série Mercedes Thompson e  o 7° da série The Dresden Files. Também li o 6° e último da série The Mortal Instruments, mas deixo este para comentar em outra oportunidade.

Livro: Night Broken
Série: Mercedes Thompson
Autora: Patricia Briggs

Eu já comentei o quanto eu amo as capas da série Mercy Thompson? Acho que já, mas não custa repetir, afinal, foram elas que me chamaram atenção para a série em primeiro lugar. Acho a arte belíssima. O autor das capas é o Dan dos Santos e vocês podem ver um pouco do trabalho dele aqui.

E este é o oitavo livro da série. Tentei fazer uma leitura espelhada (ouvir o áudio book e ler o livro ao mesmo tempo), mas não deu muito certo. Depois de uns 25 minutos eu desisti. Ultimamente tenho ouvido muitos áudio dramas, os quais tem vários intérpretes para os papeis e não consegui  me adaptar com uma única voz interpretando todos os personagens e ainda fazendo a narração. Fiquei aflita e irritada, sem falar que demora umas três vezes mais do que a leitura pura e simples, então larguei mão e continuei só com o livro mesmo. Mas hei de tentar novamente em outra oportunidade, porque é uma chance de ouro de captar a pronúncia correta das palavras que você costuma ver só no papel.

Não tem muito como falar do oitavo livro de uma série sem partir do pressuposto que as pessoas saibam do que se trata a história. No caso, de uma walker com origem indígena que pode se transformar em Coiote (algo raríssimo) e que é envolvida com uma alcateia de lobisomens nas Tri-Cities. Ela foi criada por uma alcateia em Montana, onde o Alfa era nada mais nada menos do que o Marok, o Alfa de todos os Lobisomens da América. Mercedes também herdou (bom, comprou com seu suado dinheirinho) a Mecânica de automóveis antigos do seu chefe, que era ninguém menos que Siebold Adelbertsmiter (também conhecido como Zee), um gremlin que vivia como humano há algum tempo e que decidiu se aposentar quando o povo das Fadas assumiu sua existência ao mundo. 

Muita água já rolou por baixo desta ponta desde que a série começou lá em 2006, mas a essência de Mercedes Thompson nunca se perdeu, mesmo com a inclusão de novos personagens e de intrincados jogos políticos entre os seres de diversas facções. 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Desafio Literário do Tigre 2014: Lugar Nenhum




"Querido Diário - começou ele. Na sexta-feira eu tinha um emprego, uma noiva, uma casa e uma vida normal (bom, pelo menos até o ponto em que a vida consegue ser normal). Então encontrei uma moça sangrando na calçada e tentei bancar o Bom Samaritano. Agora não tenho mais noiva, casa ou emprego, fico andando a esmo a uns sessenta metros abaixo das ruas de Londres e minha expectativa de vida é tão longa quanto a de uma drosófila suicida". (Lugar Nenhum, pág. 121)

DESAFIO LITERÁRIO DO TIGRE
TEMA 6: AUTORES QUERIDOS

Livro: Lugar Nenhum
Autor: Neil Gaiman
Tradução: Juliana Lemos
Editora: Conrad
Páginas: 334

O que fazer quando, no mês dos "autores queridos", você descobre que não está a fim de ler algum livro dos seus autores preferidos? Ou porque já leu todos, ou porque não tem acesso no momento ao livro que quer, ou simplesmente porque não está a fim do tipo específico de literatura no momento?

Ainda assim, no meu caso foi fácil contornar a situação, pois eu lembrei que tinha Lugar Nenhum ainda não lido na minha estante e eu  amo Neil Gaiman (embora tenha uma relação de amor-indiferença com suas histórias, mas isso já é assunto antigo).


Comprei o livro em dezembro de 2012 em uma promoção imperdível e pretendia ler o bendito logo em seguida, mas no início de 2013 eu ouvi o radio drama de Neverwhere (Lugar Nenhum) feito pela BBC e a história ficou marcada a ferro na minha memória. Por isso decidi aguardar um pouco para me aventurar no livro, senão perderia metade da graça.

A boa notícia é que o radio drama era realmente bom e seguia o livro à risca. Sem falar que o elenco era estelar:

James McAvoy (Richard Mayhew)
Natalie Dormer (Lady Door)
David Harewood (Marquês de Carabas)
Sophie Okonedo (Hunter)
Benedict Cumberbatch (Islington)
Anthony Head (Croup)
David Schofield (Vandemar)
Bernard Cribbins (Old Bailey)
Romola Garai (Jessica Bartram)
Christopher Lee (Conde da Corte do Conde)
e por aí vai.

Infelizmente a BBC não disponibiliza mais o drama no itunes, mas, se você entende inglês e conseguir acesso por meios alternativos, vale muito a pena.  E, embora eu tenha ouvido os 6 episódios do drama ano passado só agora, depois de ler o livro, é que fui pesquisar sobre a história. Curiosidade tardia, eu sei.


domingo, 1 de junho de 2014

Desafio Literário do Tigre 2014: A Dádiva do Lobo

DESAFIO LITERÁRIO DO TIGRE
TEMA 5: BICHOS

Livro: A Dádiva do Lobo
Autora: Anne Rice
Tradução: Alexandre D'Elia
Editora: Rocco Digital

Mais uma vez o livro que eu li para o DL do Tigre não foi a minha primeira escolha. Você sente quando uma leitura não fluirá rápido o bastante para finalizar dentro do mês e nessas horas a pessoa tem duas opções: força uma leitura que acabará não sendo prazerosa, o que acabará maculando a sua visão do livro, ou desvincula-se de qualquer prazo e escolhe outro título para o desafio. Foi assim que eu acabei com A Dádiva do Lobo, de Anne Rice. 

Eu era muito fã da autora na minha adolescência/início da vida adulta, mas fazia 8 anos que não lia algo dela. Então, no início deste ano eu li As Horas das Bruxas e agora A Dádiva do Lobo.

O livro fala sobre a transformação de Reuben, um jovem de 23 anos, em um homem lobo, após sobreviver a um ataque de uma criatura animalesca que ninguém tem muita certeza do que era. Nos primeiros dias, ainda no hospital, Reuben percebe que algo está diferente com o seu corpo e pequenas mudanças estão ocorrendo, os hormônios de crescimento tão comuns na infância e adolescência estão invadindo uma vez mais o seu sistema, sua audição está muito mais apurada, até que culmina em sua transformação.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Livro: Correr ou Morrer (Maze Runner #1)

Livro: Correr ou Morrer
Série: Maze Runner (#1)
Autor: James Dashner
Tradutor: Henrique Monteiro


É bom começar um texto sendo completamente sincera. Foram dois os motivos que me levaram a ler Maze Runner:
1) em setembro sai um filme adaptado do livro com o Dylan O'Brien no papel principal (e não dá para perder, porque é o Dylan O'Brien);
2) alguém que eu sigo no Tumblr é obcecada por Thominho (Thomas/Minho) e eu precisava saber do que se tratavam as benditas imagens que ela não parava de postar (e que já parei de ver, porque são tantas que eu já estava começando a enjoar).

Como é facilmente perceptível meus motivos não tiveram nada a ver com qualidade literária ou algo assim. Foi pura curiosidade e só. Nem ia fazer texto, mas passei o domingo inteiro lendo o livro, então é bom ventilar um pouco e deixar a coisa sair do sistema para poder fixar o pensamento em outra coisa.

Correr ou Morrer não explica muito bem a quê veio logo de início. O livro não dá muitas respostas e as poucas que dá estão espalhadas ao longo do livro, mas no frigir dos ovos a coisa é bem simples, nada muito elaborado.

O que dá para falar sem soltar muitos spoilers (eu acho) é o seguinte: um grupo de garotos em vários estágios da adolescência é uma espécie de prisioneiro de um lugar chamado de Clareira. Esse lugar tem muros altíssimos e 4 portas que dão entrada para um labirinto e que se fecham todas as noites. Conseguir encontrar a saída do labirinto e alcançar a liberdade é o objetivo de vida desses garotos.


domingo, 20 de abril de 2014

Desafio Literário do Tigre 2014: Fim

DESAFIO LITERÁRIO DO TIGRE
TEMA 4: HYPE DO MOMENTO

Livro: Fim
Autora: Fernanda Torres
Editora: Companhia das Letras

O tema do desafio literário do Tigre de abril parece bem fácil: ler um livro que está na moda. O primeiro que veio à minha mente foi A Culpa é das Estrelas, pois todo mundo que eu conheço ou leu ou está lendo, e gostar do bendito é quase unanimidade. O problema é que eu não estou com a mínima vontade de ler esse livro neste exato momento. Já quis e provavelmente quererei novamente, mas agora, neste mês, neste momento da minha vida, não estou a fim. 

Então, fui pedir socorro à listinha disponibilizada no site do desafio e vi lá no meio de tantos outros FIM, da Fernanda Torres. Dei um pulo de alegria. Eu tenho o livro no meu kindle e estava só procurando uma desculpa para ler para ontem. Foi assim que Fim acabou sendo o meu livro 'hype do momento'. E, embora não seja tão comentado quanto A Culpa é das Estrelas, deve estar na boca do povo, caso contrário eu não teria ouvido falar, já que, vergonhosamente, não acompanho literatura brasileira.

A autora de Fim é a atriz Fernanda Torres e este é o seu primeiro livro. É claro que o fato dela ser uma (boa, na minha opinião) atriz não faz dela uma boa escritora, mas ainda assim eu tinha uma expectativa alta em relação ao seu livro. Não tem jeito, é o maldito prejulgamento: se uma pessoa é boa em uma coisa você espera que ela seja boa em tudo.

Mas não me decepcionei e Fim foi realmente um livro bem escrito e de história amarrada e, apesar dos personagens detestáveis, é envolvente ao leitor.