terça-feira, 26 de agosto de 2014

Doctor Who: Deep Breath (8x01)



Série: Doctor Who
Episódio: Deep Breath
N° do Episódio: 8x01
Data de Exibição: 23/08/2014
Roteiro: Steven Moffat
Direção: Ben Wheatley


O Doctor: Um Doctor novo em folha. Bom, nem tão novo assim, já que Peter Capaldi é o ator com mais idade a encarnar o personagem. Ainda assim, tudo o que tivemos foi revigorante. Como já é tradicional, o Doctor enfrentou a confusão pós-regeneração e a maluquice habitual. Eram visíveis os trejeitos do Décimo Primeiro nas cenas iniciais e depois uma mescla de vários outros Doctors que precederam o Décimo Segundo. E esta regeneração em especial é bem diferente das demais. A energia que o Doctor recebeu foi emprestada pelos demais Time Lords (um segundo empréstimo, pois ele já vivia com a energia que River Song lhe deu lá em Let's Kill Hitler) e antes de regenerar ele viveu por centenas de anos em um mesmo lugar, usando o mesmo rosto. De certa forma dá para entender as suas reações estranhas durante boa parte do episódio e mesmo a sua dificuldade em se aceitar. Não era apenas Clara que não o enxergava, o próprio Doctor olhava para si e não se reconhecia. A cena em que discursa para o homem mecânico é praticamente a confissão do que ele sentia. O quanto ainda há de si mesmo nesta nova regeneração? Ele ainda é o mesmo homem de 2000 anos atrás? Ou, 13 vidas depois ele já é outra pessoa, totalmente irreconhecível? E por que ele teria escolhido este rosto para si?

Muito inteligente esta preocupação com o rosto. Não apenas mostra que a série não ignorou a presença de Capaldi no episódio The Fires of Pompeii, como abre a discussão sobre o Doctor ter ou não a possibilidade de escolher quem será a seguir e se os rostos são totalmente novos ou são lembranças de outros seres que já encontrou ao longo da vida.

O webisódio pré-especial de 50 anos (The Night of the Doctor) nos diz que os Time Lords costumavam fazer uso da Irmandade de Karn para escolher qual seria sua próxima regeneração (inclusive é sabido que a regeneração do Segundo  para o Terceiro Doctor foi induzida pelos Time Lords e dado a chance de escolher qual rosto iria 'renascer', a qual ele rejeitou). Pelo que eu entendo, sem a presença da poção feita pela Irmandade, a regeneração é aleatória, porém, a nível de subconsciente os Time Lords manipulam esta alteração dos seus corpo de modo a se adequarem a alguma necessidade que estejam enfrentando. Eles não sabem qual será o resultado, mas não é totalmente aleatório como parecia até então. Vendo por este ângulo dá para entender o porquê desde o Oitavo as regenerações vinham sempre rejuvenescendo o Doctor e fazendo-o mais e mais humano e atraente aos que o cercam. O Décimo Primeiro e sua alegria infantil, sempre flertando com alguém é resposta imediata aos sentimentos do Décimo e o seu medo de partir. Já o Décimo Segundo é a antítese. O Doctor passou por todas aquelas fases, viveu uma vida plena, recebeu um novo ciclo de regenerações e está pronto para um novo momento em sua história, por isso esta personalidade mais obscura, maluca, de aparência mais velha e imponente faz tanto sentido. 


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Desafio Literário do Tigre 2014: Austenland



DESAFIO LITERÁRIO DO TIGRE
TEMA 8: RISOS

Livro: Austenland
Autora: Shannon Hale
Editora: Bloomsbury

Um pouco antes do mês começar eu pedi ajuda aos amigos para escolher um livro que se encaixasse no tema do desafio. Austenland foi a primeira opção que recebi e por isso o que comecei a ler primeiro. Depois vieram outros títulos e eu pretendo lê-los tão logo possível (na verdade queria ler todos este mês ainda, mas por motivos mil acabou não dando certo). Por enquanto as demais opções ficam na minha listinha.

Eu li Austenland mais de 20 dias atrás, o que significa que minha memória sobre as impressões que eu tive ao ler não é das melhores. Preciso aprender a fazer os textos assim que acabo um livro e não quinhentos anos depois.

Confesso que até recentemente não sabia que Austenland era livro. Só tinha ouvido notícias do filme (com a Keri Russell), mas também nunca o assisti, então comecei o livro sabendo muito pouco sobre a história. Posso dizer de antemão que o livro realmente é bem leve, embora nem de longe eu o considere cômico. Quero dizer, eu não achei as situações engraçadinhas ou algo assim, mas não posso discutir sobre a leveza da história. É um livro bem rápido de ler e com uma escrita fluida, sem maiores problemas para compreensão. Na verdade não há necessidade de ruminar a história, tudo está ali rápido e fácil ao alcance dos olhos.

Mas do que se trata Austenland?

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Desafio Literário do Tigre 2014: Usain Bolt - Faster Than Lightning


DESAFIO LITERÁRIO DO TIGRE
TEMA 7: ESPORTE & ESPORTISTAS

Livro: Usain Bolt - Faster Than Lightning: My Autobiography
Autor: Usain Bolt (com Matt Allen)
Editora: HarperSport
OBS: Eu li o livro em inglês, mas ele já foi lançado no Brasil com o título de Mais Rápido Que Um Raio, da Editora Planeta do Brasil.


Quando, em meados de junho, dei uma olhada no tema do desafio para julho eu confesso que senti um leve pânico. Não lembrava de um único livro de ficção que envolvesse esportes e não sou acostumada a ler biografias. Por conta disso tive que vasculhar as seções de esportes das livrarias virtuais em busca de inspiração. 

No fina das contas, Faster Than Lightning foi o livro que mais me chamou a atenção. Admito que até então nunca tinha ouvido falar em Usain Bolt (quando conto isso meus amigos dizem "Mica, é o homem mais rápido do mundo!!!"...sim, agora eu sei), mas por algum motivo que não sei explicar a ideia de ler sobre alguém envolvido com atletismo me soou atraente. E foi assim que começou a minha história de vida com Usain Bolt.

A primeira coisa que eu percebi nesse livro é que Usain é um sujeito legal, tranquilo e divertido. A forma como ele conta sobre sua vida é bem leve e agradável, envolve o leitor e parece quase uma conversa. Em nenhum momento me senti entediada ou lendo um documentário ou livro didático, muito pelo contrário. O livro te convida a dividir os momentos com Bolt, a sorrir e chorar com ele, quase como se você o conhecesse de verdade. Dá uma sensação de proximidade muito grande e o leitor passa a torcer pelo crescimento dessa pessoa.

A segunda coisa que ficou evidente foi que o livro não estava contando a história da vida particular de Usain Bolt, mas sim a jornada do atleta e o seu esforço para chegar onde está. É claro que algumas coisas são essenciais, em especial os primeiros anos de vida, os quais moldam o caráter de uma pessoa e a base de quem ela será e como agirá no futuro, mas o que o livro enfoca - com maestria - são os treinos e o relacionamento de Usain com a corrida e as competições.

Embora os primeiros capítulos sejam todos dedicados à criação do jovem Bolt, ao longo de todo o livro a educação que ele recebeu dos pais fica evidente. Algumas passagens me marcaram especialmente, como por exemplo quando conta da rigidez do pai, que não aceitava que ele fosse preguiçoso e sempre exigia que acordasse cedo e auxiliasse a mãe nas tarefas domésticas, enquanto a mãe era bem mais 'coração mole' e sempre o deixava escapar de algumas tarefas se o pai não estivesse presente.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Livro: Cat's Claw [a Calliope Reaper-Jones Novel]

Livro: Cat's Claw
Série: Calliope Reaper-Jones
Autora: Amber Benson
Editora: Ace Books
Páginas: 311

Comprei os dois primeiros livros da série Calliope Reaper-Jone em julho de 2010. O primeiro, Death's Daughter eu li em dezembro daquele ano (para o Desafio Literário de Férias) e fiz texto aqui. Minhas opiniões acerta do livro não mudaram desde então. E tampouco meus pensamentos sobre esta continuação são diferentes.

Cat's Claw eu comecei a ler apenas agora em 2014, para o Desafio Literário do Tigre do mês de maio (o tema era Bichos), mas empaquei, li outro título para o desafio e só fui dar continuidade em julho.

O livro em si não é ruim, ele apenas me cansa. Na verdade, a personagem me cansa. Calliope é imatura, arrogante, um tanto fútil, cheia de uma ironia fora de lugar, fala e pensa besteiras demais, sem falar que suas atitudes são tão absurdamente tolas que me deixavam irritada durante o livro inteiro. Todas as confusões das quais ela tinha que sair ela mesmo se colocava por não pensar, por agir por impulso e por ser tão preconceituosa com os negócios da família (o pai dela é a Morte e eles são todos imortais, embora Calliope tente viver como uma humana normal e ficar o mais afastada possível desse mundo do pós-vida). Confesso que passei mais tempo do livro xingando a personagem do que realmente me divertindo com a leitura.

O engraçado é que fui reler o que eu disse sobre o primeiro  livro da série e é basicamente o mesmo do que eu teria a dizer sobre este segundo, inclusive que eu provavelmente não sou o público alvo desta série literária, que me parece adolescente demais - não a personagem, mas sim o contexto e a forma como Calliope e os demais personagens lidam com as situações.

domingo, 13 de julho de 2014

Doctor Who - Conhecendo o 8° Doctor

Eu, assim como boa parte dos fãs atuais, conheci Doctor Who somente após a série voltar ao ar em 2005. Desde então, tenho assistido uma ou outra coisa com os Doutores antigos (tentando ver desde o início, com o Primeiro, lendo alguns livros, ouvindo alguns áudio books, áudio dramas e afins). 

Não lembro bem quando assisti ao filme de 1996 com o 8° Doutor. Foi em 2013, mas não sei se foi antes do especial de 50 anos ou depois. Só sei que o filme é bem mediano (para não dizer ruim), aquém à série como um todo e de canonicidade duvidosa (tem muita coisa ali que é contrária a tudo o que já foi dito na série). No entanto, por mais mequetrefe - e americanizada - que seja a história, o filme deixa o maior legado que os fãs poderiam esperar: Paul McGann como o Oitavo Doutor.

Até 2013 o filme havia sido a única participação televisiva do 8°. Mas, graças ao especial de 50 anos da série, nós fomos brindados com um mini episódio de pouco mais de 6 minutos mostrando a regeneração do 8° para o ... bom, para o Time Lord da guerra (John Hurt) que precede a regeneração ao 9° Doutor (Christopher Eccleston).

Para muita gente pode parecer loucura o que eu vou dizer, mas a verdade é que eu fiquei quase mais feliz com esse mini episódio especial do que com o próprio filme comemorativo dos 50 anos. Enquanto todo mundo vibrava com a volta de David Tennant e Billie Piper (eu também fiquei super feliz, deixo isso bem claro) eu pulava de alegria ao ver mais uma história com o 8° Doutor, porque um filminho só não era o suficiente e o grande público precisava saber da existência dele.

Infelizmente não achei o mini episódio com legendas, mas...vale a pena mesmo assim:


O que bagunçou a minha mente mesmo foi que o Oitavo menciona o nome de vários companions dos quais eu nunca tinha ouvido falar. E comecei a ver o povo vibrando nas redes sociais porque o mini episódio tinha tornado cânone as histórias da Big Finish com o 8°. Eu eu com cara de playmobil, pensando "histórias da Big Finish? Como assim?". Foi aí que eu descobri que, embora o 8° tenha aparecido na tv apenas em um filme e um mini episódio, ele tem toda uma vida - várias temporadas - em áudio dramas, interpretado brilhantemente pelo Paul McGann.

terça-feira, 1 de julho de 2014

É tempo de Fantasias Urbanas! Dois Livros: Night Broken (Patricia Briggs) / Dead Beat (Jim Butcher)

O mês de junho começou com a escolha de Lugar Nenhum para o Desafio Literário do Tigre. Os que vieram depois foram consequência. Autores que eu gosto em uma época que eu estava motivada para o estilo. E foi assim que eu acabei lendo quatro fantasias urbanas em junho.
Como Lugar Nenhum eu já comentei por aqui, resta falar sobre o 8° livro da série Mercedes Thompson e  o 7° da série The Dresden Files. Também li o 6° e último da série The Mortal Instruments, mas deixo este para comentar em outra oportunidade.

Livro: Night Broken
Série: Mercedes Thompson
Autora: Patricia Briggs

Eu já comentei o quanto eu amo as capas da série Mercy Thompson? Acho que já, mas não custa repetir, afinal, foram elas que me chamaram atenção para a série em primeiro lugar. Acho a arte belíssima. O autor das capas é o Dan dos Santos e vocês podem ver um pouco do trabalho dele aqui.

E este é o oitavo livro da série. Tentei fazer uma leitura espelhada (ouvir o áudio book e ler o livro ao mesmo tempo), mas não deu muito certo. Depois de uns 25 minutos eu desisti. Ultimamente tenho ouvido muitos áudio dramas, os quais tem vários intérpretes para os papeis e não consegui  me adaptar com uma única voz interpretando todos os personagens e ainda fazendo a narração. Fiquei aflita e irritada, sem falar que demora umas três vezes mais do que a leitura pura e simples, então larguei mão e continuei só com o livro mesmo. Mas hei de tentar novamente em outra oportunidade, porque é uma chance de ouro de captar a pronúncia correta das palavras que você costuma ver só no papel.

Não tem muito como falar do oitavo livro de uma série sem partir do pressuposto que as pessoas saibam do que se trata a história. No caso, de uma walker com origem indígena que pode se transformar em Coiote (algo raríssimo) e que é envolvida com uma alcateia de lobisomens nas Tri-Cities. Ela foi criada por uma alcateia em Montana, onde o Alfa era nada mais nada menos do que o Marok, o Alfa de todos os Lobisomens da América. Mercedes também herdou (bom, comprou com seu suado dinheirinho) a Mecânica de automóveis antigos do seu chefe, que era ninguém menos que Siebold Adelbertsmiter (também conhecido como Zee), um gremlin que vivia como humano há algum tempo e que decidiu se aposentar quando o povo das Fadas assumiu sua existência ao mundo. 

Muita água já rolou por baixo desta ponta desde que a série começou lá em 2006, mas a essência de Mercedes Thompson nunca se perdeu, mesmo com a inclusão de novos personagens e de intrincados jogos políticos entre os seres de diversas facções. 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Desafio Literário do Tigre 2014: Lugar Nenhum




"Querido Diário - começou ele. Na sexta-feira eu tinha um emprego, uma noiva, uma casa e uma vida normal (bom, pelo menos até o ponto em que a vida consegue ser normal). Então encontrei uma moça sangrando na calçada e tentei bancar o Bom Samaritano. Agora não tenho mais noiva, casa ou emprego, fico andando a esmo a uns sessenta metros abaixo das ruas de Londres e minha expectativa de vida é tão longa quanto a de uma drosófila suicida". (Lugar Nenhum, pág. 121)

DESAFIO LITERÁRIO DO TIGRE
TEMA 6: AUTORES QUERIDOS

Livro: Lugar Nenhum
Autor: Neil Gaiman
Tradução: Juliana Lemos
Editora: Conrad
Páginas: 334

O que fazer quando, no mês dos "autores queridos", você descobre que não está a fim de ler algum livro dos seus autores preferidos? Ou porque já leu todos, ou porque não tem acesso no momento ao livro que quer, ou simplesmente porque não está a fim do tipo específico de literatura no momento?

Ainda assim, no meu caso foi fácil contornar a situação, pois eu lembrei que tinha Lugar Nenhum ainda não lido na minha estante e eu  amo Neil Gaiman (embora tenha uma relação de amor-indiferença com suas histórias, mas isso já é assunto antigo).


Comprei o livro em dezembro de 2012 em uma promoção imperdível e pretendia ler o bendito logo em seguida, mas no início de 2013 eu ouvi o radio drama de Neverwhere (Lugar Nenhum) feito pela BBC e a história ficou marcada a ferro na minha memória. Por isso decidi aguardar um pouco para me aventurar no livro, senão perderia metade da graça.

A boa notícia é que o radio drama era realmente bom e seguia o livro à risca. Sem falar que o elenco era estelar:

James McAvoy (Richard Mayhew)
Natalie Dormer (Lady Door)
David Harewood (Marquês de Carabas)
Sophie Okonedo (Hunter)
Benedict Cumberbatch (Islington)
Anthony Head (Croup)
David Schofield (Vandemar)
Bernard Cribbins (Old Bailey)
Romola Garai (Jessica Bartram)
Christopher Lee (Conde da Corte do Conde)
e por aí vai.

Infelizmente a BBC não disponibiliza mais o drama no itunes, mas, se você entende inglês e conseguir acesso por meios alternativos, vale muito a pena.  E, embora eu tenha ouvido os 6 episódios do drama ano passado só agora, depois de ler o livro, é que fui pesquisar sobre a história. Curiosidade tardia, eu sei.