quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Continuum (S01E09) - Family Time



Série: Continuum
Episodio: Family Time
Temporada:
Nº do episódio: 1x09
Data de Exibição: 29/07/2012
Roteiro: Floyd Kane
Direção: William Waring

Esta semana Continuum nos apresentou um episódio divisor de águas. Não foi um episódio perfeito, mas com certeza foi importante.

Não tenho muita certeza se conseguirei ser coerente ou falar de tudo o que eu quero, pois tenho ideias demais sobre o episódio passando pela cabeça no momento, mas com certeza tentarei.

Vamos começar com os adolescentes surtando ao serem descobertos e principiarem o que Kagame define como o início de tudo o que ele é. Não creio que a importância do evento para o líder do Liber8 seja apenas o enfoque que a luta ganhou na mídia ou mesmo a proximidade com Kiera. A meu ver, tudo está ligado a Julian e Alec.

No episódio passado Kagame descobriu que Alec está envolvido com Kiera de alguma forma. Como eu não tenho dúvidas de que o Liber8 tem alguma conexão com Sadler no futuro, eu imagino que esta ligação de Kagame com Julian vai muito além do que usar um adolescente como ‘laranja’ em sua luta. Tenho a impressão de que esse evento foi programado por Kagame (que se mobilizou quando soube que o jovem Sadler já estava pronto e em contato com a Protetora) para se aproximar de Julian e assim construir as bases do que será o seu grupo terrorista no futuro (e, talvez, seja a ligação com Julian que colocará Kagame em contato com Sadler no seu tempo de origem).




Parece meio confuso, mas tudo faz sentido se pensarmos que Sadler no futuro tem o conhecimento dos acontecimentos desta época e pode ter informado o líder do Liber8, inclusive deixando-o ciente de que a revolta de Julian seria imprescindível para o desenrolar dos acontecimentos que levarão o futuro a ser como deve ser.

Isso, é claro, deixa Sadler numa zona ainda mais cinzenta do que já está: o empresário será mocinho ou vilão no futuro? Qual a importância nos acontecimentos presentes para moldar a vida do rapaz e suas escolhas?

É claro que todas essas teorias estão baseadas em algumas migalhas, tais como a expressão facial do Sadler mais velho no primeiro episódio, ou mesmo a confirmação de que ele sabia exatamente que Kiera iria para o passado, já que implantou informações para ele mesmo nas memórias dela. Nada disso faz de Alec um bandido, mas que coloca a pulga atrás da orelha de todos nós, coloca.

Outra coisa importante foi a confissão de Kiera para Carlos enquanto este agonizava na despensa. A menos que Fonnegra encare tudo o que ela disse como um delírio (o que seria muito sem graça), a Protetora terá muito o que explicar. A parte do filho e marido é mais fácil, mas a parte deles nem sequer existirem se ela não fizer as coisas certas aqui já não é tão tranquilo assim.

Ainda não me decidi se o desabafo (as lágrimas e a confissão do único amigo) era dirigido a Carlos ou a Alec. Eu, que não gosto muito da união Carlos/Kiera, prefiro pensar que ela falava de Alec. O garoto é, afinal, seu único e verdadeiro amigo. O único ali que a conhece de verdade, com quem ela sempre pode contar e que faria qualquer coisa por ela. E até a parte do mentir diariamente para ele se encaixa, já que Kiera sabe muito sobre o futuro de Alec (e, pelo que eu pude perceber pela forma como ela o tratou no futuro, não é muito fã do empresário), e todos os dias esconde do garoto quem ele será ou como ele chegará até o topo.

Mas por mais que eu queira, não dá para descartar Carlos desse desabafo, já que o parceiro estava ali morrendo, ela tenta se aproximar dele e incluí-lo em sua vida já há algum tempo e mesmo assim mente para ele todos os dias sem exceção. A parte do ‘meu único amigo’ é que eu não consigo comprar, pois Fonnegra não é o único amigo de Kiera e jamais teve qualquer demonstração desse tipo de proximidade entre os dois em qualquer episódio da série. Este posto pertence a Alec, quer os produtores da série aceitem isso ou não.


E, claro, sempre há Kellog, de quem ela certamente não falava, mas que vale a menção porque é o único que está ao lado dela e que a entende de verdade. Confesso que eu venho torcendo para esses dois acabarem na cama há muito tempo e foi uma pena não terem mostrado a cena, mesmo assim, eu não tinha a menor dúvida de que ela iria procurá-lo depois de tudo o que passou. Tem certas coisas que só conseguimos dividir com um certo tipo de gente. Kellog pode ser um manipulador inteligente e traiçoeiro, mas ele entende Kiera, já sofreu nas mãos dela (não apenas uma perda importante, mas duas!), já foi caçado, humilhado e mesmo assim está sempre ali, disponível. Como não procurá-lo?

Não fico muito feliz com a traição a Greg (porque, não me canso de dizer, sou pró ‘família Cameron’), mas é como disse Kellog: “lá você é casada, aqui você está sozinha. Como eu”.
A morte de Randol me entristeceu mais do que eu imaginava possível. Fiquei furiosa com a polícia por atirar no padrasto de Alec sem nem ao menos titubear ou fazer uma verificação mais aprofundada da situação. Ainda mais em uma época como a que vivemos, onde os adolescentes são tão envolvidos com o crime quanto os adultos, em especial crimes de ódio e revolucionários.

Acho que valeria pelo menos uma menção ao final do episódio de que o Randol pai não era o responsável pelo seqüestro e sim Julian.

Imaginem uma pessoa decepcionada, esta sou eu.


A boa notícia é que o traje de Kiera está de volta, todo negro. Pode até ser mais bonito, mas eu gostava da cor original. Espero que Kiera retorne às origens logo.

Alguns não gostavam muito da Kiera Protetora, toda funcional e meio alienada. Eu gostava, mas não creio que Kiera seja realmente desconectada com a realidade e com os sentimentos alheios, independente da dependência da tecnologia e do seu traje. Ela apenas estava em uma época estranha, tentando se adaptar. Creio que agora, mesmo usando e abusando da tecnologia do futuro (ela fica invisível!!!), ela não volte a ser tão preto no branco, pois já conhece 2012, já tem uma relação maior com a realidade atual, e principalmente, já tem alguns (poucos) conhecidos por aqui. Não é mais uma estranha no ninho. Bom, pelo menos não muito.

É difícil acreditar que falta apenas um episódio para o final da temporada. Não consigo imaginar minhas semanas sem Continuum. Nem parece que 11 semanas atrás a série não existia na minha vida.

4 comentários:

Raul disse...

Olá Mica.

Quando posso dou, uma passadinha por aqui no seu blog.
Gosto dos seus textos e você se expressa muito bem (coisa rara hoje em dia). Parabéns.
Com relação à serie, também não engolí redondo a afirmativa "meu único amigo". Mas depois, refletindo, vejo que apesar da amizade dela com o Alec e ele estar sendo ético, ela ainda não conseguiu depositar total confiança no rapaz. Vejo muito mais carinho/reciprocidade entre ela e o Carlos (apesar de tantos segredos escondidos).
Alec a meu ver, representa um porto seguro, um meio para o trabalho, mas não um relacionamento franco.
Devemos considerar que a série tem que andar, e acho que o elemento "paixão/sedução" está sendo pouco explorado.
O "affair" entre ela e Kellog veio bem a calhar, e diria mais, no futuro pode ser que role uma cena de ciúmes Carlos/Kellog com relação a Kiera.
Também achei um exagêro a morte do padastro de Alec.
A relação Kagame/Julian vai dar muito pano para a série. Seria Kagame (nome de guerra) e Julian a mesma pessoa e a rivalidade entre irmãos se extenda ao futuro?
Torcendo muito para a renovação da série.

Fique com Deus e um abração!

Raul

Anônimo disse...

deves ser é burro.ai nhé nhé nhé não imaginava a minha vida sem a série...ai que eu sou tão sensivel...panasca é o que me vem à cabeça...

Anônimo disse...

POR FAVOOOR, ALGUÉÉM ME DIZ SE VAI TER OU NÃO CONTINUAÇÃO DA SÉRIE ?' ?' ?'

Marcelo Pazetto disse...

A série já foi renovada há um mês!!!Podem ficar tranquilas teremos Kiera/Rachel por muito tempo ainda!!!
Parabéns pelo review, e por se ligar bem aos detalhes da série!!!

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