domingo, 22 de maio de 2011

Crítica: Priest (Padre)

Priest é uma adaptação dos quadrinhos coreanos criado por Hyung Min-woo. Ainda não tive a oportunidade de ler os quadrinhos, mas parece ser uma mistura de western com terror e é bem recomendado por quem já leu.
Em nome da informação, dei uma olhada no que a wikipedia dizia sobre o quadrinho e só posso dizer uma coisa: pelo menos a primeira vista o filme não parecer ter absolutamente nada a ver com o manhwa. Não é apenas o cenário que é diferente (cadê o tal western!? Só se for na roupa do Black Hat...), é toda a história. O filme não menciona nada de 12 anjos caídos, da rebelião e outros detalhes do estilo. Ou talvez tenham sintetizado tanto a origem da coisa que acabaram falando é coisa nenhuma.
Priest, o filme, fala apenas uma coisa: que sempre houve a humanidade e sempre houveram os vampiros, assim como a luta entre eles. Como a humanidade era mais fraca e beirava a extinção, a igreja criou os Priests, humanos com força extraordinária especializados em lutar contra os vampiros. Os Priests venceram a guerra e aprisionaram os vampiros restantes em reservas. Então a igreja, não precisando mais dos serviços dos Priests, dissolveu a organização e os membros precisaram ser reintegrados à sociedade.
Alguma coisa lembra os tais 12 anjos caídos e rebelados que foram aprisionados em estátuas por Deus? Pois é, não lembra nada. Mas tudo bem, filme é filme, quadrinho é quadrinho.

Por isso vou dizer duas coisas de extrema importância sobre o filme:
1) Karl Urban interpreta o vilão Black Hat. E tudo bem, eu sou tiete do Karl Urban, adoro mesmo, mas mesmo que não fosse, seria obrigada a admitir que as melhores cenas do filme foram protagonizadas por ele. Não dá para querer mentir só para não parecer tietagem. É o personagem mais legal e com as melhores cenas. Ponto final. E se quer ter só o gostinho, eis um vídeo bem curto (27 segundos) onde tem a minha cena preferida, que é a de Black Hat dançando enquanto a cidade explode no caos logo atrás: assista
2) O filme é ruim. Pronto, falei. Priest é um filme com mais defeitos do que qualidades. Pelo menos é curto, então você consegue encarar como diversão e passatempo em um domingo à tarde, porque se fosse longo, ia ter muita gente reclamando ao final da sessão.

Mas antes de eu falar dos defeitos, deixe-me citar o que eu achei que valeu a pena:

- Karl Urban. E para os chatos que ficam torrando a minha paciência, vale dizer que ele é o vilão (e portanto não é o protagonista), mas a ele foi garantido o segundo lugar nos créditos. Lugar que ele já merecia em RED, diga-se de passagem. Mas ele assumiu o personagem com paixão e, como eu disse, as melhores cenas do filme são dele. E Black Hat é um personagem tão interessante, que eu me vi torcendo por ele praticamente o filme todo. Se não fossem os seus aliados serem tão...monstruosos e quererem acabar com a humanidade, eu até gostaria que ele vencesse no final.
- Maggie Q. Tudo bem que Nikita me fez cansar da atriz, mas não posso negar que ela está muito bem no filme. Ela combina como um Priest, tem o porte, a altivez, a rapidez de movimentos... e é legal ver como interage com o personagem do Paul Bettany.
- O prólogo contado em formado de animação. Aqui você pode vê-lo e foi uma ótima idéia. É rápido, indolor, e o mais importante, explicativo.
- A trilha sonora. Não é nenhum trabalho de gênio, mas achei competente e me fez percebê-la, o que é raro para uma pessoa desatenta como eu.
- Boa parte das cenas de ação. É claro que tem muito absurdo (como as cenas dos personagens pulando das motos para o trem), mas também tem muita coisa boa. Ri muito de um dos Priests que faz um milhão de calistenias antes de atacar e quando finalmente ataca...já era, meu filho. Porém é legal ver que não abusaram das cenas em câmera lenta. Teve, como sempre, mas não foi um excesso. Tivemos a oportunidade de ver o povo em ação e isso é o que eu espero de um filme do gênero.

Agora, como não dá para tapar o sol com a peneira, os defeitos foram um espinho na minha carne:

- Pra começar, o cenário apocalíptico cliché. Tudo é muito escuro e atrapalha a visibilidade. Eu sei que boa parte da história se passa à noite, mas não é desculpa para as cores (ou falta delas) que usaram no filme. E o ambiente é todo lúgubre, cinzento. Estamos falando de uma sociedade que foi quase extinta por culpa dos vampiros, mas não matava usarem um pouquinho de criatividade e saírem do lugar-comum. O pior é que nem serve como ambientação para cenário de terror, porque o filme pode até falar de vampiros, mas não tem uma pitada sequer de horror. É só um pouco nojento em alguns momentos.
Os grandes espaços desérticos, as caveiras meio enterradas na areia também são o cúmulo da falta de criatividade. E as cidades poluídas, com aquela mistura de tecnologia e lixão também não ajudam a tornar o cenário mais atrativo ao público. Você apenas parece estar vendo mais do mesmo. Com certeza todo mundo já viu um cenário igualzinho uma centena de vezes antes.

- Por que a igreja não reaproveitou os Priests quando desmantelou a organização? Ao invés de deixá-los ao léu, sem condições de conseguirem sobreviver direito ou mesmo conseguir um emprego decente, porque não os usaram em trabalhos paroquiais comuns? Ou administrativos? Ou sei lá qualquer outro? Os Priests são religiosos ordenados, embora modificados e super fortes. Já que não tem mais uso para eles caçando vampiros (teoricamente todos os vampirões estão reclusos nas reservas), então utilizem seus serviços em outro lugar...e ainda garantem a lealdade dos ex-combatentes, além de poderem ficar de olho neles. Mas não, a igreja tem que ser estúpida e tentar apagar os Priests da existência, deixá-los à margem da sociedade para serem achincalhados e sequer conseguirem um emprego melhor do que trabalhar nos lixos da cidade. Não faz sentido!!

- A primeira cena que vemos é a de um Priest sendo capturado pelos vampiros. A missão deles era destruir aquele ninho e matar a rainha. Vejamos...o ninho não foi destruído, a rainha não foi destruída, o Priest desapareceu....por que então todo mundo achava que todos os vampiros estavam confinados nas reservas e não havia mais com o que se preocupar? Não faz sentido!!

- O rapaz que faz o xerife e namorado da garota capturada pelo vilão (que é quem movimenta a história e leva o Priest principal a se revoltar com a igreja e partir para o ataque dos vampiros que supostamente não deveriam estar soltos) é muito ruim! Cam Gigandet já fez um milhão de coisas e eu não lembro de nenhuma (olhem só! Ele foi o James em Crepúsculo!), mas posso garantir que ele é o ator mais fraquinho de Priest, e infelizmente, seu Hicks é um dos personagens que mais aparece.

Priest é um filme que sonhou alto demais e não chegou sequer no meio do caminho. Mesmo que não haja muitas coisas específicas que sejam ruins (e eu não sou especialista em cinema, então não sei analisar direção, fotografia, planos de câmera, etc, etc, etc), o conjunto da obra é fraco. Você assiste e percebe que não é um bom filme. Entretem, mas não convence.

E só vou mencionar mais duas coisas e é o fim.

A primeira é o Stephen Moyer, que faz Owen, o irmão do Padre. É interessante vê-lo de cabelos mais claros...gosto muito mais dele assim. E este é, que eu lembre, o terceiro trabalho do ator envolvendo vampiros. O primeiro que eu vi foi a ótima série inglesa Ultraviolet (a qual resenhei aqui), onde interpretava um vampiro muito mais vampiro do que o intragável Bill. O segundo foi (é) True Blood, onde o coitado foi cair no papel do vampiro mais chato da história da tv. Em Priest ele não é um vampiro, o que é uma mudança, pra variar um pouquinho, mas é um filme com os tipinhos, então...é o mesmo barco.

A segunda é outro trailer de Priest, caso vocês estejam interessados.

8 comentários:

@BrDickinson disse...

Eu acho um bom filme :) Mais percebi que só gosto do filme pelo Urban. TUDO BEM, todos os papéis dele me agradam e SIM eu torci pela vitória dele o filme todo.

Mica disse...

Huahuahuahua, uma vez fã Karl Urban, sempre fã do Karl Urban ^_^. ♥

Anônimo disse...

Meu irmao o filme é otimo, nao sei se deu o parecr ou se é msm mas vc nao percebeu q o priest q despareceu no começo é o seu vilaosinho amado? Pelo q eu li vc nao percebeu nao. se nao tu é burra em. a rainha transformou ele nakilo la.
o melhor ator do filme é o priest protagonista, ele é otimo
vc acha q entend mt d filme aff

Mica disse...

Desculpe, querido anônimo, não sou burra não, quem era o Priest sumido todo mundo sabia, mas meu comentário não precisava mencionar mencionar o nome dele para dizer o que eu queria dizer: "um Priest sumiu em missão e a missão não foi concluída. ÓBVIO que haveria algum motivo por trás disso: a existência de vampiros fora da reserva".
O enfoque aqui é "vampiros soltos pelo mundo e ninguém faz nada a respeito!" e não "identidade do vampiro que já foi Priest".

Dito isso, todo o resto é questão de gosto e opinião, e a minha é opinião de quem gosta e assiste filme por prazer e não de crítica de cinema. Todo mundo é livre para discordar....e ser educado também.

Anônimo disse...

Wikipedia não vale como referência nenhuma, pois qualquer um pode alterar seu conteúdo, sem cadastro, portanto acho que a sua crítica é meio que vazia e vocé cometeu um erro de "concordância", "O que é manhwa?", para uma pessoa leiga que venha ler o seu blog, não irá entender nada, seu blog é ruim, pronto falei. [Percebeu o "trocadilho"?]. Então, se eu fosse você, respeitaria essa minha crítica, respeitaria a crítica de todos, mesmo você não gostando. Tomara que seu blog melhore mais pra frente. :)

Mica disse...

Olha, eu respeito a crítica alheia. Respeito os que gostaram do filme, mesmo que eu não tenha achado um bom filme (mas gostei de assistir). O que não acho correto é dizer que meu blog é ruim por usar um parágrafo de comentários da wikipedia em um assunto que eu não conhecia (o quadrinho coreano, ou manhwa), disse que não conhecia, e que não voltei a mencionar, nem como comparativo, já que o texto inteiro eu falei do filme, de como eu o enxerguei e o que ele me passou e não do quadrinho.
Mas como eu disse, tudo é questão de gosto e opinião, inclusive gostar ou não da minha forma de escrever. Se você não gostou, não há muito o que eu possa fazer além de esperar que nos entendamos melhor na próxima vez.

Stuart Mendes.exe disse...

Acabei de ver o filme pela 2° vez e vim procurar criticas do mesmo kkkk :3

Eduardo Henrique disse...

Deveria ser sangue sugas os nossos monstrinhos. E os padres as cenas deles achei muito fora da realidade das leis da física. Eles tem uns saltos monstruosos. Fiquei me imaginando pular assim é aquentar um soco de quase uma tonelada na cara. Seria o super me q pena q so existe isso fora da realidade nas câmeras. O filme só assisti ele duas vezes em apenas 3 anos de filme. Pois so assisto ele quando acho empoeirado por ai. Espero q o próximo tenha mais romance mais ação entre os três heróis e menos ficção exagerada, e uma coisa q de vondade de lembrar na mente e assistir várias e várias vezes e comentar cm os amigos. " olha eu fui assistir esses filme toma na cara AH"

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