segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Livro: The Mortal Instruments V: City of Lost Souls


Sinopse: Pode o perdido ser recuperado? Qual preço é alto demais para pagar por amor?  Em quem confiar quando o pecado e a salvação colidem? A escuridão ameaça tomar posse dos Shadowhunters no quinto livro da série “Os Instrumentos Mortais”.

Livro: The Mortal Instruments V: City of Lost Souls
Autor: Cassandra Clare
Editora: Simon & Schuster
Páginas: 496

Demorei um pouco para começar a ler City of Lost Souls, porque tinha esquecido que o livro estava comigo. Lembrei no início do ano e decidi que seria minha primeira leitura de 2013. Acho que foi um bom livro para começar o ano. Os Instrumentos Mortais é uma série bem gostosa de ler, de fácil compreensão, rápida, leve, cheia de aventuras e personagens tridimensionais. Bom, pelo menos a maioria deles.

Dos cinco livros da série até agora, City of Lost Souls foi o que eu mais gostei. Se bem que tenho a impressão dizer isso ao final de cada novo livro, o que me faz pensar que, ou cada novo volume é melhor do que anterior, ou os livros são individualmente bem interessantes e esta sensação de contentamento acontece naturalmente, sem eu perceber que havia sentido exatamente a mesma coisa no volume anterior.

Seja como for, o resultado é basicamente o mesmo: eu termino a leitura me sentindo muito feliz por ter avançado mais um passo na saga dos Instrumentos Mortais.

O que eu mais gosto neste universo é como a autora tem expandido os núcleos. No primeiro livro, embora tivéssemos pinceladas dos demais personagens, a história era indiscutivelmente centrada em Jace e Clary. Não mais.  Quero dizer, os dois ainda são os personagens principais, mas há muito os livros deixaram de trazer apenas as aventuras dos dois ou de explorar somente os sentimentos, ações e reações do casal. Ouso dizer que as tramas paralelas são tão ou mais interessantes, mesmo que no fundo estejam todas interligadas. A diferença é que agora conhecemos todos os personagens muito melhor e não sofremos mais com o pouco que cada um aparece, afinal, todo mundo tem o seu espaço. Até os adultos.

Eu não gosto de Jace. A personalidade do rapaz não me atrai e toda vez que ele está com Clary eu o acho irritante ao extremo. Minha tolerância pelo personagem aumenta consideravelmente quando ele está interagindo com outros. Mas nesse quinto livro pude me deleitar com as cenas de Jace por si só. E não tenho a menor dúvida de que é porque ele estava unido a Jonathan Christopher, o que acabou por alterar consideravelmente sua personalidade. Até suas cenas com Clary tiveram mais força e naturalidade. Pela primeira vez eu consegui agüentar um livro inteirinho com Jace e Clary juntos sem morrer de tédio (ou raiva) com as cenas entre os dois.

Porém as estrelas de City of Lost Souls foram outros. Alec e Magnus estão enfrentando o momento mais crítico no relacionamento dos dois e não posso tirar a razão de Magnus. Embora eu compreenda a insegurança de Alec, o simples pensamento que passou pela sua mente é desprezível.

Na verdade, o mesmo dilema pelo qual passam Alec e Magnus inevitavelmente passarão Simon e Isabelle (ou qualquer outra com quem Simon se relacionar). E é o mesmo que acontecerá com Tessa em The Infernal Devices, quer ela escolha Will ou Jem. Magnus, Simon e Tessa são imortais. Não importa quem eles escolham, se for um humano, eles permanecerão jovens e bem vivos, enquanto o parceiro irá envelhecer e morrer. Esta é a tristeza e a beleza da relação com esses personagens. O amor terá que ser necessariamente algo muito maior do que atração física. Ele terá que ser forte o suficiente para ultrapassar a barreira da juventude e velhice e se fixar no caráter, nas atitudes e nas experiências em conjunto.

Não é uma coisa fácil nem para um e nem para outro.  É da natureza humana amadurecer e, junto com o nosso amadurecimento, também mudam os nossos gostos e o nosso ideal de beleza, assim como as atitudes que toleramos e as que descartamos como sendo infantilidades. Para um casal onde apenas um envelhecerá, as dificuldades serão bem maiores do que para um casal comum. A parceria terá que ser bem mais profunda e significativa. E é por isso que eu sou a favor de que a autora mantenha a ordem natural das coisas, ou seja, que independente do relacionamento entre Magnus e Alec, Magnus permaneça imortal, assim como Tessa e Simon. Será dolorido para eles e também para seus respectivos parceiros, mas muito mais verdadeiro e significativo, em especial para o leitor. Ou pelo menos para mim.

E como mencionei Simon, ele é um dos personagens que mais cresceu ao longo da série: conseguiu transformar seu amor não correspondido por Clary em algo profundo e real, mesmo sem a ligação homem-mulher, foi transformado em vampiro, perdeu o amor da mãe, precisou lidar com os sentimentos da irmã, ajustar-se a uma nova vida e ainda estava disposto a sacrificar a própria vida para que Jace pudesse ser salvo. Sem falar que foi o único privilegiado a ver um anjo face a face e ainda viver para contar a história. Nâo é a toa que tenho um carinho tão grande por Simon.

Dito isso, gostei de termos mais contato com Jonathan Christopher e fico aqui me perguntando se ele é de fato o mal encarnado ou se há algum resquício de bondade no garoto. O que era fingimento e o que era sua natureza real no que vimos durante o período em que ele esteve vivendo com Jace e Clary?  Eu gosto do personagem, não gostaria de vê-lo destruído, mas desta vez acredito que a intenção da autora é a de fazê-lo ser o grande vilão de fato, sem suavidades e mudanças de personalidade.

E Brother Zacharias? Quais as suas apostas? Jem ou Will? Eu creio que ele é na verdade Jem, o que é algo bastante triste, se pararmos para pensar.  Embora, se for Will, a tristeza não será menor. Que destino cruel!

Clockwork Princess estréia agora em março, então acredito que a dúvida finalmente será sanada, mas creio que ficarei apreensiva até lá.

Para finalizar, o que a última cena com Camila trará de modificações para o futuro? Com certeza ela não está ali por acaso. A guerra que Rafael tem predito vai realmente acontecer?

Bom, só o próximo livro nos dirá.

3 comentários:

Dea Chiara disse...

oi fiquei meio perdida com comentários sobre Tessa, will, jem... Me perdi... Quem são? rs

Ah! amei sei comentário!! Penso bem parecido.

Mica disse...

Oi Dea! Tessa, Will e Jem são personagens da série As Peças Infernais, que é um prequel da série Os Instrumentos Mortais (e se passa pouco mais de 100 anos antes). Bem legal, são só 3 livros e eu muito recomendo a leitura.

Anônimo disse...

mermão gostei muito da saga instrumentos mortais, desde a cidade do ossos ate a cidade doa anjos caídos. estou ansiouso para ler City of Lost Souls. a unica personagens q mim intriga muito é JACE, nao gosto dele, seu geito de bad boy, o unico q reu venho torcendo e tem si privilegiado ao logo da saga, é SIMON, meu fã. uma kara desbresivel q passou a ser de grande importancia. tou torcendo por vc SIMON. belo casal ele e isabelle mais queria q isabelle fosse imortal!!!

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